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Terra de Milagres, onde o destino deu lugar a um novo tempo

Diário de Notícias ·

Há dez anos, vim pela primeira vez a Lisboa, com o intuito de visitar Fátima durante a Páscoa, por ser católica.

Aproveitei a viagem para conhecer também o Mosteiro dos Jerónimos e o Padrão dos Descobrimentos, até chegar à Praça do Comércio.

Foi então que senti estar numa terra que, desafiando o destino, soube criar um novo tempo.

A beleza desta praça, erguida sobre as marcas do terramoto de 1755, era profundamente comovente.

Mas o que mais me impressionou foi o sonho do Infante D.

Henrique de se lançar ao mar em busca de novos horizontes.

Nunca imaginei que, a 21 de julho de 2026, voltaria a Lisboa, desta vez como Embaixadora da República da Coreia em Portugal, a primeira mulher neste cargo.

Vim de Seattle, na costa norte-americana do Pacífico, para a costa atlântica.

Gostava do café e do mar de Seattle, mas Lisboa conquistou-me de forma diferente: pelo calor das pessoas, pela atmosfera acolhedora e pela doçura do pastel de nata.

Caminhar diariamente junto ao Tejo e visitar Fátima são, para mim, pequenos “milagres” quotidianos.

Descobri ainda que a Coreia e Portugal têm mais em comum do que imaginava.

Apesar da distância, aproximam-nos a cordialidade e o calor humano.

Partilhamos o gosto pelo arroz e uma cozinha rica em peixe, marisco e carne.

À mesa, seja com vinho, seja com soju ou makgeolli , encontramos formas de compreender melhor o quotidiano e a cultura uns dos outros.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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