«Agora confraternizamos... depois do jogo andamos à porrada»
Ai que bonita que és, festa da Taça! O mais belo do futebol está de volta e, neste sábado, toda a vila de Fazendas de Almeirim parou. Hoje havia bola - mas não era um dia qualquer. O modesto Fazendense enfrentou, pela primeira vez, um clube da Liga.
A formação do distrito de Santarém acabou derrotada pelo Estrela da Amadora . Mas, acredite, todo o dia foi uma festa - antes, durante e depois do jogo.
Três e meia era a hora do apito inicial. Mas, antes, a convocatória mais importante: a hora de estar no bar. Faltava mais de uma hora para o jogo e a sede do Fazendense já estava, diga-se, bem composta - e com diversas cores.
Ora, adeptos do Fazendense aproveitavam para «confraternizar» antes da «porrada» - pelo menos segundo aquilo que partilharam ao Maisfutebol .
«Agora confraternizamos, bebemos uns copos, mas depois do jogo andamos à porrada. Já agendámos para as sete da tarde», explicavam-me entre sorrisos.
Pela forma como interagiam, pareciam um grupo de amigos que se conhece há anos. Mas, na verdade, conheceram-se... ao almoço. Por sorte foram ao mesmo restaurante e assim começou uma amizade improvável.
«Se formos a penáltis ganhámos nós», disse João Simões, adepto do Fazendense. Eu, inocente, achei que se referia ao jogo. «E no prolongamento?» questionei. «Penáltis estava a falar aqui no bar...», respondeu. É sobre cerveja, no final de contas. Outros tipos de competições!
O mesmo Simões, que fez a formação no Fazendense e chegou a representar a equipa nos seniores, fez ainda uma confissão que foi recebida com alguma surpresa. «Se o Fazendense ganhasse seria o meu momento mais alto como adepto de futebol. Mais do que o Euro 2016».
«Mais do que eu Euro?!?», questionou, indignado, um adepto do Estrela da Amadora.
O ambiente estava animado - digno da festa da Taça. Ás tantas já me estavam a oferecer bebida e a fazer... penáltis (daqueles com a bola e não nos copos). Foi um aquecimento para o jogo. Confesso que não sei quem ganhou, mas houve poucos golos.
Deixei-os soltar o João Moutinho que há dentro deles - era hora de ir para a zona dos «jornalistas». Ou melhor, para a bancada dos convidados.
Não sabiam onde deveriam colocar-me a acabei por ir para uma parte da bancada reservada a convidados. Lá fiquei durante o jogo. No meio dos adeptos (com o presidente da Junta de Freguesia à mistura), sem internet e sem conseguir carregar o computador. Mas isso são pormenores - o dia era de festa e nada poderia estragá-lo.
O jogo começou e era altura de apoiar os «seus meninos». Conheciam todos. Mas, não se referiam aos jogadores de uma maneira distante. Aliás, era como se estivessem a falar dos próprios filhos.
«É por isso que não costumo vir à bola. É só sofrer», disse uma adepta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maisfutebol.iol.pt — o conteúdo pertence a Maisfutebol.