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Seis meses após o início da guerra com o Irão, os iraniano-americanos continuam divididos quanto ao que vem a seguir

CNN Portugal ·
Seis meses após o início da guerra com o Irão, os iraniano-americanos continuam divididos quanto ao que vem a seguir

Seis meses depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado os primeiros ataques contra o Irão, os impactos físicos, financeiros e emocionais da guerra fizeram-se sentir desde Teerão até ao resto do mundo, incluindo na vasta comunidade iraniana nos EUA, que se encontra dividida entre diferentes opiniões sobre a forma como a guerra começou e sobre aquilo que conseguiu - ou não - alcançar.

A diáspora iraniana abrange várias gerações e diferentes vagas de exílio, desde aqueles que partiram após a revolução de 1979 até aos recém-chegados que fugiram de repressões e movimentos de protesto. Essas experiências contribuíram para moldar reações profundamente diferentes ao conflito. Alguns iraniano-americanos, sobretudo entre os ativistas contra o regime, acolheram favoravelmente os ataques dos EUA e de Israel e viram-nos como um possível caminho para pôr fim ao domínio da República Islâmica.

Outros recearam o custo humano de uma escalada militar e alertaram que o sofrimento dos civis e a instabilidade regional poderiam superar quaisquer ganhos políticos. A divisão não reflete apenas diferentes posições políticas, mas também experiências distintas de exílio e repressão, bem como diferentes visões sobre aquilo que muitos acreditam que deveria ser o futuro do Irão.

No início da guerra, a CNN falou com Arezo Rashidian, uma ativista monárquica de longa data, alinhada com o príncipe herdeiro Reza Pahlavi, filho exilado do último xá do Irão, que ajudou a organizar protestos na região de Los Angeles. Na altura, Rashidian manifestou o seu apoio à ação militar contra a República Islâmica e disse à CNN que esperava que os Estados Unidos e Israel realizassem “ataques direcionados contra bases para derrubar o regime”.

Seis meses depois, Rashidian afirma que esse otimismo deu, em grande medida, lugar à desilusão entre muitos ativistas contra o regime.

“Queríamos realmente uma mudança de regime… já passaram seis meses e não chegámos a esse ponto”, afirma, descrevendo um ambiente de frustração e incerteza.

Rashidian diz que familiares e contactos seus no Irão descreveram aquilo que consideram ser um clima de medo renovado nos meses que se seguiram ao período de maior intensidade dos combates.

Segundo Rashidian, as pessoas estão cada vez mais relutantes em falar sobre política ou sobre o seu envolvimento nos protestos de janeiro, por recearem vigilância e represálias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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