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Economia

EUA asseguram que petróleo a passar Estreito de Ormuz atingiu nível antes do conflito

Jornal Económico ·
EUA asseguram que petróleo a passar Estreito de Ormuz atingiu nível antes do conflito

O secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, afirmou esta quarta-feira, 2 de setembro, que mais de 17 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira, nível próximo do anterior ao conflito com o Irão.

Em entrevista à “CNBC”, Wright salientou que o facto de o volume de petróleo transportado por navio através do estreito ter atingido um pico desde o início do conflito, no final de fevereiro, significa que “o Irão está a perder a sua capacidade de manter a economia global refém”.

Segundo o secretário norte-americano, incluindo o petróleo bruto que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos exportam através de oleodutos que contornam o estreito de Ormuz, as exportações de petróleo da região superaram mesmo os níveis pré-guerra no início da semana.

“Com ou sem o Irão, o petróleo e o gás continuarão a fluir da região do Golfo Pérsico, e isso está a acontecer”, disse.

Antes do início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, a 28 de fevereiro, aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto e outros produtos petrolíferos passavam diariamente pelo estreito de Ormuz.

Os números avançados por Wright são superiores às estimativas das empresas independentes que monitorizam o tráfego marítimo através do estreito, mas o ministro de Donald Trump afirmou que Washington possui “os melhores dados disponíveis” e que estas empresas podem não estar a contabilizar embarcações que navegam “secretamente” pelo estreito.

Os números, acrescentou, mostram que “o Irão está a perder a sua capacidade de interromper o tráfego marítimo” e que, embora continue a causar “algumas interrupções”, o regime de Teerão “está a perder essa vantagem”.

Os Estados Unidos estabeleceram um corredor marítimo ao longo da costa de Omã, do lado oposto ao Irão no estreito, para facilitar a passagem dos petroleiros dos seus aliados do Golfo, que por vezes navegam durante a noite.

No entanto, o Irão tem atacado esporadicamente os navios que utilizam esta rota e exige que as embarcações comerciais utilizem um corredor localizado junto às suas águas.

Entretanto, o preço do crude norte-americano WTI, que fechou ontem acima dos 90 dólares por barril, depois de os Estados Unidos terem bombardeado o Irão pela segunda vez numa semana, cotava nos 89,68 dólares por barril esta manhã.

Washington e Teerão retomaram os ataques depois de quase um mês sem hostilidades e na sequência do anúncio da administração Trump de uma campanha de pressão económica contra a República Islâmica.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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