Oposição sul-coreana classifica críticas de Trump a exercícios militares como "desastre diplomático"
O principal líder da oposição sul-coreana classificou esta segunda-feira a decisão dos Estados Unidos de reduzir os exercícios militares conjuntos com Seul como um "desastre diplomático", depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado que enviam um sinal "completamente inadequado" a Pyongyang.
"Este é um desastre diplomático causado pelo próprio governo de Lee Jae-myeung (presidente sul-coreano)", escreveu Jang Dong-hyeok, líder do conservador Partido do Poder Popular (PPP), na sua página de Facebook.
Jang referia-se à alegada fuga de segredos militares pelo ministro da Unificação sul-coreano, Chung Dong-young, que Washington denunciou em abril e que levou os EUA a suspender a partilha de algumas informações sobre tecnologia adquirida por satélite pela Coreia do Norte com Seul.
Segundo o político, Lee "inspira menos confiança no presidente de um país aliado do que o próprio ditador norte-coreano".
Horas antes do início dos exercícios militares Ulchi Freedom Shield (UFS) na segunda-feira, Trump publicou na sua conta na rede social Truth Social que tinha ordenado uma redução "substancial" das manobras.
Entre os seus argumentos, o presidente republicano aludiu à sua "óptima relação" com o líder norte-coreano Kim Jong-un e afirmou que o presidente sul-coreano recusou juntar-se aos esforços dos EUA para a "desnuclearização" do Irão, no âmbito da ofensiva americana contra Teerão.
O UFS, um dos dois principais exercícios conjuntos anuais entre Seul e Washington, decorrerá até 27 de agosto e incorpora ajustes para lidar com a modernização das capacidades de Pyongyang devido ao seu apoio à Rússia na guerra contra a Ucrânia.
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