Aoun atribui atraso nas negociações com Israel às eleições
O Presidente libanês, Joseph Aoun, atribuiu hoje o abrandamento das negociações com Israel às eleições israelitas e à situação regional, garantindo, contudo, que o processo não foi interrompido.
"Os acontecimentos regionais e internacionais e as eleições em Israel talvez tenham abrandado o ritmo das negociações, mas isso não significa que tenham parado", afirmou Aoun durante um encontro com estudantes, segundo a Presidência libanesa.
O chefe de Estado insistiu que o seu "objetivo continua a ser o interesse superior do Líbano".
As negociações sobre o acordo-quadro alcançado em junho entre o Líbano e Israel, com mediação dos Estados Unidos, continuam abertas, mas sem avanços decisivos na sua aplicação.
Ainda não existe uma data definida para a próxima ronda de conversações.
Israel encontra-se em campanha para as eleições de 27 de outubro e vários partidos e dirigentes israelitas têm defendido que qualquer avanço nas negociações com o Líbano deve implicar o desarmamento do Hezbollah.
O movimento xiita libanês tem rejeitado essa possibilidade, argumentando que a resistência continuará enquanto persistir "a agressão israelita" no sul do Líbano.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, reiterou essa posição na semana passada.
O acordo-quadro procura estabelecer as bases para uma "paz e segurança duradouras" e, eventualmente, pôr fim à guerra.
O roteiro prevê a retirada gradual das tropas israelitas de zonas do sul do Líbano e a sua substituição pelo exército libanês.
No terreno, contudo, as forças israelitas têm prosseguido os bombardeamentos.
A ofensiva israelita contra o Líbano começou em 02 de março, depois de o Hezbollah ter lançado ataques contra Israel na sequência do início da guerra com o Irão, em 28 de fevereiro.
Mais de 4.300 pessoas morreram desde então, segundo as autoridades libanesas.
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