Preços da energia impulsionam subida da inflação europeia para 3,3% e Portugal supera a média
A taxa de inflação anual na zona euro acelerou para 3,3% em agosto de 2026, um aumento de 1,3 pontos percentuais face ao mesmo mês do ano anterior, impulsionado principalmente pelos preços da energia.
Em Portugal, a inflação registou 3,6%, acima da média da zona euro.
De acordo com a estimativa rápida do Eurostat divulgada esta terça-feira, em agosto de 2025, a inflação na zona euro era de 2%, refletindo um aumento significativo em um ano.
Na variação mensal, comparando julho a agosto de 2026, a taxa de inflação subiu 0,4 pontos percentuais, passando de 2,9% para 3,3%.
A energia, como foi dito anteriormente, foi o principal responsável pela pressão sobre os preços, com a taxa de inflação a acelerar para 14,3% em agosto, em comparação com 10,3% em julho.
Em agosto de 2025, os preços da energia apresentavam uma variação negativa de 2%.
Os serviços tiveram uma inflação estimada em 3%, ligeiramente abaixo dos 3,3% de julho, enquanto os bens industriais não energéticos subiram para 1,2%, superando os 0,9% do mês anterior.
Nos setores de alimentos, álcool e tabaco, a inflação manteve-se em 1,2%, o mesmo valor registado em julho e muito inferior aos 3,2% observados no ano anterior.
Em Portugal, a inflação homóloga aumentou para 3,6% em agosto, depois de ter, entre maio e julho, se ter mantido nos 3,1%.
Este valor ficou 0,3 pontos percentuais acima da média da zona euro e representou um aumento de 1,1 pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando a inflação era de 2,5%.
Na comparação homóloga, a subida da inflação portuguesa foi ligeiramente inferior à da zona euro, que registou um aumento de 1,3 pontos percentuais.
Taxa de inflação acelera para 3,3% em agosto impulsionada pelos combustíveis
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