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O que vale um restaurante cheio se o cliente não voltar?

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Um restaurante cheio é uma boa notícia.

Mas há uma pergunta que raramente se faz quando todas as mesas estão ocupadas.

Quantas daquelas pessoas estarão ali novamente nas próximas semanas? Durante muito tempo, atrair clientes foi uma das principais medidas de sucesso.

Continuamos, naturalmente, a olhar para vendas, número de clientes e ocupação.

Mas, num mercado com cada vez mais oferta, trazer alguém pela primeira vez é apenas uma parte do trabalho.

A outra começa quando essa pessoa sai pela porta.

E estamos falando de um setor com um peso relevante na economia portuguesa.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), as atividades de alojamento e restauração empregaram 341 mil pessoas em Portugal em 2025, cerca de um em cada 15 trabalhadores no país.

Num setor desta dimensão e com uma concorrência tão intensa, a capacidade de criar uma base de clientes que regressa com frequência tem impacto direto na sustentabilidade do negócio.

Conquistar um novo cliente exige investimento em comunicação, campanhas, presença nas plataformas certas e, muitas vezes, promoções que o levem a experimentar um restaurante pela primeira vez.

Quando todo esse esforço termina numa única visita, é preciso recomeçar.

Foi também por isso que passei a olhar para a recorrência não apenas como sinal de satisfação, mas como um indicador de negócio.

Na operação que lidero, cerca de 30% dos clientes são recorrentes.

Em algumas unidades, mais de metade das vendas realizadas através do canal digital de fidelização já vem de pessoas que regressam.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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