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Andar de carro elétrico é quase 30% mais barato, mesmo usando carregadores públicos

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Andar de carro elétrico é quase 30% mais barato, mesmo usando carregadores públicos

Com a gasolina a rondar os 2 euros/litro na União Europeia (UE), os carros elétricos estão a ganhar terreno junto dos condutores europeus. Segundo um novo estudo, andar num modelo movido a bateria custa menos à carteira do que andar num a gasolina, mesmo quando o carregamento é feito exclusivamente em postos públicos.

O relatório " EV Transition Check 2026 ", publicado pelo International Council on Clean Transportation (ICCT), uma organização de referência que apoia reguladores ambientais com dados e investigação, mostra que, no ano passado, os carros elétricos carregados em casa e em postos públicos ficaram, em média, 33% mais baratos de utilizar do que os equivalentes a combustão.

Mais surpreendente é o facto de essa vantagem se manter mesmo quando o carregamento é feito apenas em postos públicos , que costumam ser mais caros do que carregar em casa.

Neste cenário, os elétricos são 28% mais baratos de andar do que os carros a gasolina comparáveis.

Segundo Marie Rajon Bernard, investigadora sénior do ICCT e autora principal do estudo, esta diferença de custos é significativa e ajuda a explicar a tendência de crescimento sustentado do mercado elétrico na Europa , prevendo-se que a adoção continue a subir nos próximos anos caso as políticas atuais se mantenham.

Os custos de utilização não são o único fator a pesar na balança. O estudo do ICCT revela que a oferta de modelos elétricos na Europa disparou nos últimos anos.

Na Alemanha , o maior mercado automóvel do velho continente, o número de modelos elétricos de passageiros quadruplicou entre 2020 e 2025 , passando a rondar as 160 opções, das quais cerca de 35 custam menos de 30.000 euros, sendo considerados acessíveis.

Além disso, com exceção dos segmentos pequeno e médio-baixo, os elétricos já atingiram paridade de preço com os equivalentes a combustão nos segmentos médio, médio-alto e de luxo. Face aos híbridos plug-in, a paridade de preço verifica-se em todos os segmentos.

Na semana passada, o novo Dacia Spring foi apresentado como o carro elétrico mais barato em Portugal, começando nos 17.900 euros.

Olhando para a evolução ao longo do tempo, e já descontando a inflação, os preços dos elétricos desceram cerca de 18% entre 2020 e 2025 , enquanto os carros a combustão ficaram 2% mais caros no mesmo período.

Entretanto, surgiram também muitos modelos com desempenhos e autonomias bem superiores aos de há cinco anos , o que, por si só, fez subir o preço mediano de um elétrico novo em 42%. De facto, em 2020, muitos destes carros não tinham equivalente direto.

Uma das principais razões para esta democratização dos elétricos é a descida do custo das baterias , o componente mais caro de qualquer carro elétrico. De acordo com o ICCT, o preço das baterias caiu cerca de 35% a nível mundial nos últimos cinco anos.

A isto soma-se uma rede de carregamento cada vez maior e mais fiável . A UE contava, em junho de 2026, com cerca de 1,16 milhões de carregadores públicos para automóveis, além de mais 2450 destinados a veículos pesados, quase oito vezes mais do que em 2020, com espaço para continuar a crescer.

UE obriga a carregadores elétricos a cada 60 km: o que mais muda nas estradas?

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em pplware.sapo.pt — o conteúdo pertence a Pplware.

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