Portugal fecha de vez as portas para a imigração sem visto prévio
Em pouco mais de dois anos, uma a uma, foram eliminadas da lei as possibilidades de imigração para Portugal sem visto .
A legislação continha várias brechas que permitiam uma entrada como turista e regularização já no território.
Este caminho, durante anos, foi e ainda é escolhido por milhares de imigrantes.
O DN Brasil apurou que, desde que estas mudanças recentes foram anunciadas, ocorreu uma procura por serviços de advocacia e por cursos profissionalizantes para garantir um documento .
Ou seja, apesar da redução, ainda há quem se aventure sem visto consular prévio.
Entre as razões para fazer esta opção estão os altos custos de um visto e a burocoracia envolvida, mas também a ideia, popularizada nas redes sociais, de que é um processo mais fácil .
As duas últimas vias, a regularização por curso profissionalizante e por filho menor foram extintas da lei.
Estas mudanças, em linha geral, faziam parte da ideia do Governo em incentivar a entrada com visto.
“Continua a haver entrada: as pessoas estão a entrar por onde devem entrar”, isto é, com “um contrato de trabalho”, declarou o ministro António Leitão Amaro, no Parlamento há alguns meses .
Clique aqui e siga o canal do DN Brasil no WhatsApp! No entanto, estas duas últimas alterações foram motivadas por situações muito mais específicas.
No caso do ensino profissionalizante, a via tornou-se uma espécie de "manifestação de interesse 2.0" .
Vários influenciadores promoveram esse método nas redes sociais e continuaram a fazê-lo mesmo após o anúncio das mudanças na lei.
Esta era uma das poucas maneiras de legalização sem visto e opção encontrada por milhares de pessoas para não pedir um visto.
Os números comprovam: quando o Governo lançou os agendamentos para esta modalidade, recebeu cerca de 20.000 de pedidos, que estão agora sob análise .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.