Cidadão português resgatado no Nepal quase uma semana depois. Dois portugueses continuam desaparecidos
Um cidadão português foi resgatado no Nepal esta terça-feira, quase uma semana depois da enxurrada que atingiu o país e que já fez mais de mil mortos, alguns deles também do lado da China.
A confirmação foi dada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, que cita as autoridades do Nepal.
Continuam ainda por encontrar dois cidadãos portugueses que estavam na zona da montanha quando se deu a catástrofe.
O número de mortos nas cheias que atingiram o Nepal e a China ultrapassou esta terça-feira os mil, segundo as autoridades, enquanto as equipas de resgate tentam chegar às comunidades isoladas pelo desastre.
A agência nepalesa de gestão de catástrofes informou que foram contabilizados 987 mortos no país e que 3.916 pessoas continuam desaparecidas, entre as quais 583 estrangeiros.
As autoridades chinesas tinham contabilizado 16 mortos na atualização mais recente, divulgada no domingo, elevando para pelo menos 1.003 o número de vítimas mortais nos dois países.
Entre os desaparecidos no Nepal estavam três cidadãos portugueses, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que agora atualiza esse número para dois.
Pelo menos 11.814 pessoas foram até agora resgatadas, de acordo com as autoridades nepalesas.
As equipas de emergência têm recorrido a helicópteros e outras aeronaves para chegar a comunidades isoladas em zonas onde estradas e pontes foram destruídas pelas cheias e deslizamentos de terras.
A catástrofe de 26 de agosto teve origem numa sucessão de fenómenos nas zonas de elevada altitude dos Himalaias.
O colapso de um glaciar lançou grandes quantidades de rocha, gelo e água de degelo para os vales, desencadeando violentas cheias a jusante.
Cientistas que analisaram imagens de satélite indicaram que o colapso parece ter envolvido a cedência da rocha subjacente a um glaciar na região dos Himalaias.
A queda de rochas teve uma força suficiente para ser registada como um evento sísmico de magnitude 5,2.
A consequente torrente de água e detritos atingiu rios que atravessam vales no Tibete e no Nepal, provocando uma rápida subida dos níveis das águas.
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