Drones entram nos espaços aéreos da Estónia e Letónia
A s Forças Armadas da Letónia emitiram um primeiro alerta devido a uma possível ameaça cerca das 02h00 (00h00 em Lisboa) na região de Ludza, leste do país, seguido de um alerta laranja (mais grave) para o distrito de Aluksne (nordeste).
Os alertas foram acompanhados de pedidos à população para procurar abrigo, mas foram levantados uma hora depois não se registando vítimas.
O drone na região de Aluksne entrou posteriormente no espaço aéreo da Estónia, desencadeando alertas aéreos na maior parte da metade oriental do país.
A violação do espaço aéreo levou à mobilização de caças turcos da NATO a partir da base aérea de Amari, na Estónia, disse o coronel Uku Arold, chefe do Departamento de Comunicações Estratégicas das Forças de Defesa de Talin citado pela emissora ERR.
Os aviões de combate da Aliança Atlântica rastrearam os drones, mas não abriram fogo contra os aparelhos aéreos não tripulados.
Em comunicado divulgado esta manhã, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, Margus Tsakhna, elogiou os aliados da NATO pela resposta rápida e afirmou que a responsabilidade pelas violações do espaço aéreo recaiu sobre a Rússia, por continuar a guerra contra a Ucrânia.
Os alertas aéreos na Letónia e na Estónia ocorreram a 01 de setembro, data tradicional de início do ano letivo, e sucederam-se a incidentes ocorridos a 14 de agosto, quando um caça da NATO abateu um drone sobre a Letónia.
Esta foi a segunda interceção do género, depois de um avião francês da NATO ter abatido uma aeronave não tripulada no início de junho.
Nos últimos meses, ocorreram vários incidentes envolvendo a queda de drones nos três países bálticos. O mais grave ocorreu a 07 de maio, quando dois aparelhos não tripulados atingiram uma instalação de armazenamento de petróleo, que se encontrava sem abastecimento, na localidade de Rezekne, no leste da Letónia.
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