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Putin acusa Ucrânia de abrir "caixa de Pandora" com ataques à Wildberries e promete retaliar

CNN Portugal ·
Putin acusa Ucrânia de abrir "caixa de Pandora" com ataques à Wildberries e promete retaliar

O presidente russo Vladimir Putin acusou a Ucrânia de abrir uma “caixa de Pandora” com os ataques a infraestruturas logísticas privadas da Rússia, como é o caso da Wildberries, e prometeu responder na mesma moeda.

“O regime de Kiev propôs como objetivo prejudicar a nossa economia. O que fez? Foi ele próprio que abriu esta caixa de Pandora. Pois bem, vão ter a resposta nos vossos setores económicos mais sensíveis, que, para dizer a verdade, já estão à beira do abismo”, começou por dizer Putin em declarações ao jornal Izvestia.

“Querem perturbar a nossa logística? Pois bem, as medidas de retaliação não se farão esperar muito. Vão ver”, complementou.

Na mesma entrevista, o líder russo abordou ainda a possibilidade de haver negociações para o fim da guerra em larga escala, que dura já há quatro anos e meio.

“As propostas que nos são apresentadas são, por vezes, diria eu, de natureza exótica. E são inaceitáveis. Estamos sempre dispostos a dialogar sobre a paz, mas apenas com base nas realidades que se vão concretizando no terreno", explicou o presidente russo.

Nas últimas semanas, têm-se multiplicado os ataques russos a navios cerealíferos e às infraestruturas portuárias de Odessa, por onde é escoada grande parte dos cereais ucranianos. As sucessivas ofensivas têm resultado no quase total bloqueio destas exportações, mas Putin garante que, da parte da Rússia, não vai haver falta destes produtos no mercado.

"Ainda ontem, o ministro da Agricultura informou-me: '[Temos] pelo menos 60 milhões de toneladas [de cereais para exportar].' É um excelente começo. E temos algumas questões relacionadas com a exportação dos nossos produtos, mas vamos resolvê-las, o que significa que não haverá escassez no mercado mundial", disse o presidente da Rússia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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