A UE continua, para já, a 27
Não será graças à Islândia que a União Europeia voltará a ter 28 membros.
Não que a eventual adesão da ilha, com os seus 400 mil habitantes, compensasse politicamente a saída do Reino Unido, o célebre Brexit , mas a probabilidade de um novo alargamento na parte ocidental da Europa teria um certo simbolismo.
Seria também a primeira vez, desde a adesão em 1995 da Suécia, Finlândia e Áustria. que entraria no clube um contribuinte líquido, país rico ainda que de pequena dimensão.
O PIB islandês ronda os 40 mil milhões de dólares.
Com um território ligeiramente maior do que o de Portugal, a Islândia, na realidade, já beneficia do Mercado Único europeu e está no Espaço Schengen, tal como a Noruega e a Suíça.
O que significa que tem de adotar muita da legislação europeia, mesmo não estando representada nas instituições europeias.
A vantagem é que a sua política de pescas é totalmente independente e isso conta muito num país em que os produtos do mar representam 40% das exportações.
O bacalhau da Islândia, que está à venda em Portugal, é considerado um dos melhores do mundo.
"Proposto pelo governo da primeira-ministra Kristrún Frostadóttir, (na foto com António Costa, presidente do Conselho Europeu), que resulta de uma coligação de centro-esquerda, o referendo viu 53% dos votantes optarem pelo 'Não'." A indústria da pesca fez campanha pelo 'Não' no referendo de domingo, tal como o grande partido de direita.
Não se perguntava sobre a adesão à União Europeia, mas sim sobre a oportunidade de reinício de negociações nesse sentido, retomando um processo interrompido há 13 anos, em plena crise económica internacional, que afetou muito a ilha.
Proposto pelo governo da primeira-ministra Kristrún Frostadóttir, (na foto com António Costa, presidente do Conselho Europeu), que resulta de uma coligação de centro-esquerda, o referendo viu 53% dos votantes optarem pelo 'Não'.
Na capital, Reiqueiavique, o voto 'Sim' foi maioritário, por contraponto às outras quatro regiões.
Um país muito dividido.
Não está fechado em definitivo o regresso às negociações com os 27, mas, com base nos resultados, Frostadóttir garantiu que até ao final deste mandato não insistirá.
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