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Impensável aconteceu? Microsoft Defender acabou de aterrar no Linux

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Impensável aconteceu? Microsoft Defender acabou de aterrar no Linux

A relação entre a Microsoft e o Linux já teve dias de guerra aberta, mas esses tempos ficaram para trás. Depois de integrar um kernel Linux no Windows e de levar várias ferramentas para outros sistemas, a empresa deu mais um passo que muitos julgavam improvável. O Microsoft Defender está agora oficialmente disponível para Linux no desktop.

A novidade não surge por capricho técnico ou vontade de ocupar espaço. O aumento expressivo de programadores e engenheiros que usam PCs com Linux no dia a dia colocou-os no radar das equipas de segurança. Como muitos destes postos de trabalho acabavam por escapar ao controlo central dos departamentos de TI, a Microsoft decidiu fechar essa brecha de visibilidade com a sua principal solução de proteção.

A proteção em servidores já existia desde 2020, mas os computadores pessoais com Linux continuavam fora dessa gestão direta. Com a atualização, os PCs dos colaboradores passam a surgir na mesma consola central onde já são monitorizados os servidores e as máquinas Windows. Trata-se de uma resposta prática a uma dor de cabeça antiga de quem gere parques de máquinas mistos.

Para garantir compatibilidade imediata, o suporte cobre as principais distribuições do mercado empresarial em arquiteturas x86 e Arm64. A lista inclui versões de suporte alargado do Ubuntu. Isto além de nomes como Debian, Fedora, Red Hat Enterprise Linux, SUSE Linux Enterprise Server e Rocky Linux. Os mesmos ambientes onde a versão de servidor já operava ganham agora suporte no posto de trabalho.

Quem estiver à espera de abrir o gestor de pacotes da sua distribuição doméstica para descarregar um antivírus gratuito está enganado. O Defender para Linux não é um produto pensado para o utilizador comum nem traz uma interface gráfica tradicional cheia de botões. Trata-se de um agente silencioso gerido remotamente pela equipa de segurança.

O acesso exige subscrições específicas, nomeadamente o Microsoft Defender for Endpoint Plano 2 ou os planos Microsoft 365 E5 e E7. O processo de integração dos PCs é feito através das ferramentas de gestão e implementação habituais dos administradores de sistemas, sem exigir intervenção direta de quem está a trabalhar na máquina.

Mesmo que a ideia de ver um antivírus da Microsoft a correr num desktop Linux ainda cause alguma estranheza aos puristas do software livre, a realidade empresarial fala mais alto. Num mercado de trabalho onde o Linux desktop já não é uma raridade nas mãos de quem cria software, unificar a segurança num único painel era um passo inevitável.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em pplware.sapo.pt — o conteúdo pertence a Pplware.

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