Guerra com EUA? "Estou convencido de que venceremos"
"Estou convencido de que venceremos", disse Masoud Pezeshkian durante um encontro realizado com Vladimir Putin à margem da cimeira da Organização de Cooperação de Xangai (OCX), que decorreu em Bishkek.
O presidente iraniano agradeceu ao homólogo russo pelo apoio de Moscovo durante o conflito em matéria de sanções e a nível diplomático, enquanto Putin valorizou a resiliência da República islâmica.
"A Rússia admira a vossa coragem e estoicismo na luta pelos vossos interesses nacionais. Neste período difícil, tentamos ajudar da melhor forma possível. Já falámos sobre isso. Já estamos a fornecer o que vocês precisam", afirmou o líder russo, sem dar pormenores.
Num comunicado, a presidência iraniana apontou que, durante o diálogo, as partes "fizeram um balanço das relações bilaterais e discutiram formas de reforçar e alargar a cooperação em vários domínios".
Pezeshkian recordou ainda que o memorando de entendimento assinado em junho entre Washington e Teerão continua em vigor, embora os países tenham retomado os ataques na segunda-feira, após mais de um mês de pausa.
"Se os Estados Unidos voltarem a cumprir as obrigações previstas no memorando, então nós também as respeitaremos", afirmou o chefe de Estado iraniano.
O líder iraniano denunciou a adoção de medidas unilaterais pela Casa Branca, ao mesmo tempo que afirma defender a democracia e os direitos humanos.
"Eles [Estados Unidos] mataram os nossos cientistas, os nossos estudantes inocentes e os nossos comandantes. Isto não tem justificação", continuou.
Além disso, Pezeshkian considerou que, com o apoio da Rússia e dos outros membros da OCX, a República Islâmica poderá contornar as medidas unilaterais adotadas por Washington.
"Estou certo de que devemos enfrentar a política unilateral dos EUA. E poderemos neutralizar as sanções que aprovam contra nós. Nestes fóruns, como a OCX e outras organizações, podemos contornar todas as sanções e cooperar a nível multilateral", afirmou.
Na segunda-feira, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, mostrou-se otimista de que as sanções contra indivíduos e entidades que tenham relações comerciais com Teerão, farão com que o país não tenha outra alternativa a não ser negociar o fim do conflito.
Durante uma entrevista à estação CNBC, Bessent reafirmou a posição de Washington de que Teerão tem de "abandonar o programa nuclear".
Além disso, referiu a reabertura do estreito de Ormuz, colocado sob ameaça iraniana desde o início da guerra em fevereiro, o que fez disparar os preços internacionais de petróleo.
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