PSP confirma feridos e fala em "resistência" de manifestantes no Porto
A Polícia de Segurança Pública (PSP) garantiu, na manhã desta quinta-feira, 15 de outubro, que os manifestantes pelo direito à habitação, no Porto, que estavam acampados na Praça D.
João I, não acataram as ordens das autoridades, o que desencadeou uma operação policial mais musculada.
"No decurso da manifestação, vários participantes montaram tendas na praça, ocupando o espaço público e condicionando a sua utilização.
Ao longo do dia, a Polícia Municipal do Porto solicitou, por diversas vezes, a remoção das tendas, sem que tal tenha sido acatado", começam por dizer, num comunicado enviado às redações, lembrando que "nos termos do Decreto-Lei n.º 406/74 de 29 de Agosto, as reuniões e manifestações em lugares públicos não podem prolongar-se para além da 00h30".
Perante isso, "pelas 3h de hoje, dia 15, a PSP desencadeou uma operação policial, tendo solicitado aos manifestantes que cessassem o ruído e recolhessem as tendas", o que, segundo a força de segurança, os mesmos "continuaram a não fazer".
Durante a intervenção, assegura ainda a PSP, "alguns participantes adotaram comportamentos de resistência à atuação policial, procurando impedir o exercício das funções dos polícias no local".
Na mesma nota, a PSP confirma que a operação policial terminou com vários manifestantes feridos, apesar de não conseguir precisar o número certo, e revela que também um agente ficou igualmente lesionado e teve de ser, inclusive, transportado até a uma unidade hospitalar.
PSP remete caso ao MP e entrega registo videográfico dos incidentes Relativamente aos factos descritos, a PSP garante que agora "será elaborado o respetivo auto de notícia, a remeter ao Ministério Público (MP), ao qual será junto o registo videográfico dos incidentes".
Por fim, a autoridade "reafirma o respeito pelo direito de reunião e de manifestação, consagrado na Constituição e na Lei, e recorda que o seu exercício deve decorrer dentro dos limites legais, designadamente quanto à comunicação prévia, ao horário e à utilização do espaço público".
"A PSP apela à colaboração dos organizadores e participantes, mantendo-se disponível para o diálogo prévio, reiterando o seu compromisso com a garantia do direito de reunião e de manifestação, em equilíbrio com o direito à liberdade e à segurança de todos os cidadãos, atuando sempre de acordo com os princípios da legalidade, da necessidade e da proporcionalidade", concluiu a força de segurança.
Recorde-se que o Movimento pela Habitação denunciou que durante a madrugada desta quinta-feira houve uma intervenção policial na cidade do Porto, contra os manifestantes que estavam acampados na Praça D.
João I, que causou ferimentos em 37 dos participantes.
Nas imagens, entretanto, divulgadas nas redes sociais, é possível ver a ação musculada da PSP.
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