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Democrata trava plano do governo Trump para vender bombas pesadas a Israel

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Democrata trava plano do governo Trump para vender bombas pesadas a Israel

O congressista Gregory Meeks, de Nova Iorque, disse que não daria a sua aprovação à venda devido a "graves e não resolvidas preocupações" sobre a forma como estas munições poderiam ser empregues em áreas densamente povoadas de Gaza e do Líbano pelo governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

"A administração Trump não forneceu garantias suficientes de que estas armas serão utilizadas pela administração Netanyahu em conformidade com a lei norte-americana e com as proteções adequadas para os civis", declarou Meeks em comunicado.

As objeções de Meeks, no entanto, não deverão afetar a venda, que foi comunicada informalmente aos congressistas na terça-feira.

Assim que a notificação formal for enviada ao Congresso, o secretário de Estado Marco Rubio poderá contornar o processo padrão de revisão parlamentar, declarando a transação como uma questão urgente de segurança nacional.

Rubio já agiu desta forma anteriormente, tendo inclusive contornado o processo normal de revisão do Congresso para aprovar uma venda de quase 3 mil milhões de dólares a Israel no ano passado.

Em janeiro, o governo Trump aprovou uma nova série de vendas de armas a Israel, no total de 6,67 mil milhões de dólares (5,78 mil milhões de euros).

O pacote de 2,8 mil milhões de dólares inclui 40 mil bombas de grande potência de aproximadamente 900 kg, segundo informações noticiadas pela agência Associated Press (AP).

A transferência de bombas de 900 kg tinha sido suspensa pelo governo de Biden devido a preocupações com a possibilidade de um grande número de vítimas.

A proposta de venda é apenas a mais recente de uma série de medidas da administração Trump para reforçar a capacidade militar de Israel, ocorrendo numa altura em que o país enfrenta um crescente isolamento internacional devido à guerra em Gaza.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que causou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

Desde o início do atual cessar-fogo, acordado em outubro do ano passado, as autoridades da Faixa de Gaza contabilizam mais de 1.300 palestinianos mortos em ataques das forças israelitas, que mantêm altas restrições à entrada de jornalistas e observadores independentes no território.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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