sábado, 17 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› 02h Sábado de protestos contra o aumento do custo de vida em Portugal› 1h Gestora do Volta tem plano para resolver o problemas de lixo espalhado› Polígrafo. Avião da captura de Nicolás Maduro foi visto no Brasil durante as eleições?› Polígrafo. Condutores não precisam de respeitar um sinal tapado?› Protestos na Albânia tornam-se violentos. Estudantes também se manifestam em Itália, Bélgica, Grécia e outros países europeus› Fatura da luz vai subir em janeiro no mercado regulado› França não acalma e está tudo a preparar-se para novos confrontos› Zelensky elogia os "verdadeiros líderes" da Europa enquanto a relação com Trump se deteriora› Polígrafo. Foi o PS que lançou o processo de privatização da TAP?› Polígrafo. Rita Matias usou ou não a palavra "invasão" a propósito do incidente na RUC?› 02h Sábado de protestos contra o aumento do custo de vida em Portugal› 1h Gestora do Volta tem plano para resolver o problemas de lixo espalhado› Polígrafo. Avião da captura de Nicolás Maduro foi visto no Brasil durante as eleições?› Polígrafo. Condutores não precisam de respeitar um sinal tapado?› Protestos na Albânia tornam-se violentos. Estudantes também se manifestam em Itália, Bélgica, Grécia e outros países europeus› Fatura da luz vai subir em janeiro no mercado regulado› França não acalma e está tudo a preparar-se para novos confrontos› Zelensky elogia os "verdadeiros líderes" da Europa enquanto a relação com Trump se deteriora› Polígrafo. Foi o PS que lançou o processo de privatização da TAP?› Polígrafo. Rita Matias usou ou não a palavra "invasão" a propósito do incidente na RUC?
Últimas

Manifestações e Soluções

Observador ·
Manifestações e Soluções

Há três anos que presido à Federação Académica do Porto. E há três anos que a habitação é, todos os dias, o centro do meu trabalho. Vejo colegas a abandonar o curso porque não conseguem pagar um quarto. Vejo famílias a fazer contas impossíveis para manter um filho a estudar no Porto. Vejo jovens qualificados a emigrar porque o país não lhes oferece um lugar onde viver.

Combatemos esta crise com propostas fundamentadas em evidência científica, com pressão política e com soluções concretas. A FAP disponibiliza hoje 75 camas para estudantes. É pouco face à dimensão do problema, mas é real. É com esta dupla legitimidade, a de jovem e a de dirigente associativo, que escrevo.

Os protestos dos últimos dias no Porto deixaram-me preocupado. O direito de protestar é sagrado numa democracia e defendê-lo-ei sempre, mesmo quando discordo de quem protesta. E, naturalmente, não gostei de ver as imagens da intervenção policial. Mas uma causa que deveria unir o país transformou-se, em parte, num palco de insultos a dirigentes políticos. E, quando se fala de soluções, as propostas resumem-se a tetos às rendas e expropriações.

Os tetos às rendas têm um historial difícil. Onde foram aplicados de forma rígida, protegeram quem já tinha casa, mas tenderam a reduzir a oferta, a degradar o parque habitacional e a empurrar o mercado para a informalidade. Quem chega depois, e os jovens chegam sempre depois, fica de fora. Quanto à expropriação de habitações privadas como resposta à crise, é uma ideia que não cabe num Estado de direito. A segurança jurídica é a condição necessária para que alguém volte a investir, a construir e a arrendar em Portugal.

O direito de manifestação tem regras, e essas regras existem para proteger todos. Protesta-se dentro da lei. Respeita-se quem vive nas imediações, quem lá trabalha e quem precisa de dormir. Acatam-se as indicações das forças de segurança. Um protesto que ignora os outros perde a razão que poderia ter.

O debate sobre a habitação não pode ficar refém da extrema-esquerda, nem servir de pretexto para atacar quem está a trabalhar para resolver o problema. Do outro lado, o risco é o mesmo: a extrema-direita está pronta a explorar o descontentamento para semear a divisão e reduzir tudo a um jogo de polícias contra manifestantes, do bem contra o mal. Nenhum dos extremos constrói uma única casa.

Cabe aos moderados enfrentar o problema com a coragem de construir entendimentos de fundo, que sobrevivam a ciclos eleitorais e assentem no que a evidência mostra que funciona. Apoios específicos à procura, dirigidos a jovens e estudantes deslocados. Aumento significativo da oferta, pública e privada, incluindo residências estudantis. Medidas que dificultem a especulação imobiliária. E um controlo efetivo do alojamento local nas zonas onde o seu crescimento desregulado está a esvaziar os bairros de residentes.

Nada disto é apenas ideológico. É essencialmente pragmático. Portugal não é um país de extremos. Somos um país que, nos momentos decisivos, soube encontrar consensos e preservar a paz social. A minha geração (a maioria moderada) não pede milagres nem revoluções. Pede uma casa, um futuro e razões para ficar.

Ler a notícia completa no Observador ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

Este assunto em outros veículos

Mais de Observador

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›