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Ex-ministro da Defesa ucraniano pede condições para convocar eleições. "A democracia não pode ser feita refém da Rússia”

Diário de Notícias ·
Ex-ministro da Defesa ucraniano pede condições para convocar eleições. "A democracia não pode ser feita refém da Rússia”

O ex-ministro da Defesa ucraniano Mykhailo Fedorov, demitido em julho, apelou esta terça-feira, 18 de agosto, para a criação de condições para a realização de eleições, apesar da invasão russa, como forma de "restaurar um processo democrático pleno".

Fedorov, cuja demissão gerou um movimento popular de apoio ao seu regresso ao Governo , argumentou que “a democracia não pode ser feita refém da Rússia”, que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, levando à aplicação da lei marcial e manutenção dos mandatos dos cargos dos titulares políticos sem eleição, incluindo o presidente Volodymyr Zelensky.

“Devemos encontrar um mecanismo legal, seguro e realista que permita à Ucrânia restaurar um processo democrático pleno mesmo no meio de uma guerra prolongada", disse Fedorov num breve discurso publicado na plataforma YouTube.

Ao mesmo tempo, tem de ser protegido o direito de voto aos militares, aos ucranianos no estrangeiro e às pessoas que vivem em regiões próximas da linha da frente, apontou o ex-ministro, aludindo à dificuldade de garantir uma votação segura e livre em todo o país e na diáspora.

"Não podemos deixar que [o Presidente russo, Vladimir] Putin, decida quando é que os ucranianos poderão escolher o seu Governo", prosseguiu Fedorov, que incluiu a democracia nos motivos que levam o seu país a lutar, recomendando que não seja encarada como “um luxo” reservado aos tempos de paz.

No seu discurso, o antigo governante pediu também aos titulares de cargos públicos que sejam transparentes e prestem contas, em referência aos casos de corrupção que abalaram o país nos últimos anos e atingiram em particular o setor da Defesa, alertando para o seu impacto na dotação de meios ao exército para combater a invasão russa.

"Poder deve significar responsabilidade", insistiu Fedorov, que exigiu também melhor comunicação ao Governo, ao advertir que “a extraordinária confiança concedida às autoridades em tempo de guerra” não lhes dá "licença para agir sem explicações".

Estas declarações surgem no mesmo dia em que Volodymyr Zelensky indicou formalmente Yevhen Khmara para ministro da Defesa e reconduziu o chefe da diplomacia de Kiev, Andriy Sybiga, nomeações que têm ainda de ser validadas pelo parlamento.

A demissão de Fedorov, em meados de julho, desencadeou uma vaga de protestos na Ucrânia que se prolongou este mês e levou Zelensky a substituir também o chefe do exército, Oleksandr Syrsky, justificando a decisão com a necessidade de manter a unidade da Ucrânia perante divergências públicas entre o antigo ministro e o comandante militar.

“Um Presidente em tempo de guerra não devia ter de escolher numa situação destas, honestamente.

Desejaria muito vivamente a unidade.

Ambas as partes não a encontraram”, declarou na altura o chefe de Estado ucraniano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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