Venezuela. Maduro e Cilia Flores declaram-se inocentes de novas acusações de conspiração para cometer tortura
Nicolás Maduro e Cilia Flores declararam-se, esta quinta-feira, inocentes das novas acusações de conspiração para cometer tortura, numa audiência no tribunal de Nova Iorque.
O casal, detido desde janeiro, enfrenta agora um processo que vai além das acusações iniciais de narcoterrorismo, tráfico de droga e posse de armas.
“Rejeito este documento por completo”, afirmou Maduro em espanhol, através de um tradutor, negando as “falsas acusações e falsos testemunhos” contra si.
Segundo a BBC , o juiz Alvin Hellerstein interrompeu-o e declarou que o tribunal registaria uma declaração de inocência em seu nome.
Já Cilia Flores afirmou: “Sou completamente inocente.
Não sou culpada.” Na nova acusação, tornada pública na semana passada, os procuradores alegam que Maduro e Flores “criaram e mantiveram um sistema violento de repressão”, que terá resultado na morte, perseguição e tortura de “milhares de venezuelanos”.
Entre os métodos de tortura alegadamente utilizados contam-se “choques elétricos, asfixia, violação, nudez forçada, isolamento prolongado, fome, celas de castigo e tortura psicológica”.
O governo norte-americano acusa ainda Maduro de ter autorizado o recurso à tortura “contra indivíduos específicos” e sustenta que cidadãos dos EUA foram vítimas deste sistema.
Processo marcado para junho de 2027 Os procuradores já tinham acusado Maduro, a mulher, o filho e outros cúmplices de integrarem uma conspiração de tráfico de cocaína e de se associarem a cartéis classificados como organizações terroristas.
Maduro classificou estas acusações como um instrumento ao serviço de planos “imperiais” para obter acesso às vastas reservas de petróleo da Venezuela.
Os advogados do casal defendem que Maduro, enquanto líder de um país soberano, goza de imunidade e não pode ser julgado, e consideram ilegal a captura pela força.
O casal foi detido em janeiro, durante uma operação militar dos EUA, e levado para Nova Iorque, onde permanece preso.
O julgamento está marcado para junho de 2027.
Cilia Flores viu recusado o pedido para aguardar o julgamento em liberdade mediante caução.
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