“Os portugueses têm uma qualidade do caraças”
Um balanço positivo para a armada portuguesa no arranque do MEO Rip Curl Pro Portugal, 10.ª e antepenúltima etapa do Championship Tour (CT), circuito de elite da World Surf League.
Em Peniche, na praia de Supertubos, depois de apresentarem a “jogo” cinco surfistas na prova portuguesa, e europeia, do Circuito Mundial de Surf, um número histórico numa etapa da elite, o contingente ficou reduzido a três no primeiro dia de prova.
Francisca Veselko, Teresa Bonvalot e Guilherme Ribeiro, regressam à ação amanhã, sábado, dia reservado aos quartos-de-final masculino e feminino (chamada às 8h30).
De fora, ficou Yolanda Hopkins, 14.ª do ranking mundial e única portuguesa a competir por direito próprio na etapa pós temporada da WSL.
Frederico Morais, wildcard do evento, despe igualmente a licra.
Ultrapassou na primeira ronda o brasileiro Miguel Pupo, registou a primeira vitória no circuito desde fevereiro de 2024, na Austrália (segunda etapa nesse ano), quando integrava a elite mundial, mas cairia aos pés do australiano Ethan Ewing, finalizando em nono lugar.
Yolanda Hopkins, 14.ª do CT, recebeu a melhor nota do dia (nove, em dez possíveis), mas a nota de back up (2,10 pts) não lhe permitiu ultrapassar a australiana e atual campeã mundial em título, Molly Picklum.
“Feliz por ter feito a melhor onda do dia, mas infeliz por não poder dar mais às pessoas incríveis que estão aqui e fico triste por não ter conseguido ir mais para a frente”, comentou a algarvia que segue dia 25 para as Filipinas, 11.ª paragem do circuito, abstraída da contagem dos pontos que necessita para se manter entre a elite, lugar assegurado ao top 14.
“Não estou a fazer contas neste momento”, disparou.
“Quero fazer a minha performance.
Se o fizer, sem dúvida que consigo passar os heats e ficar no CT”, disse, saindo com um nono lugar de Peniche.
“Quero lá saber do prize-money” Teresa Bonvalot afastou a anterior licra amarela do CT, a havaiana Gabriela Bryan (atual segunda classificada no ranking provisório).
Amanhã defronta a norte-americana Lakey Peterson, oitava classificada.
A competir no Challenger Series, entrada com o estatuto de surfista suplente por lesão de Isabella Nichols, mais que uma injeção de confiança nas contas que garantem uma vaga no acesso à 1.ª divisão do surf mundial, “foi uma dose de injeção de que Portugal e os portugueses têm uma qualidade do caraças, literalmente”, exclamou, a sorrir, aos jornalistas.
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