Manifestação no Porto: Montenegro afasta acusações de egoísmo aos manifestantes e condena apelos à violência
Após o Conselho Europeu, em Bruxelas, Montenegro falou aos jornalistas sobre a manifestação que ocorre no Porto sobre a crise da habitação.
Começou por dizer que “tem todo o respeito pela expressão de indignação de preocupação” sobre todos os assuntos, inclusive o da habitação.
“Não é um assunto novo no nosso debate político, nem é um desafio novo no nosso país” acrescentando que “estamos muito à vontade”, pois “em dois anos fizemos alterações naquilo que é a capacidade de oferta de habitação pública e privada e também dos apoios direcionados à procura daqueles que mais precisam”.
Após nomear várias medidas do seu governo, já conhecidas do público, concluiu afirmando ter “toda a compreensão que as pessoas queiram respostas e que essas respostas estejam à sua disposição”.
Montenegro fez questão de esclarecer que nunca afirmou que havia egoísmo por parte dos manifestantes , acrescentando que os jornalistas “são as suas testemunhas”.
O primeiro-ministro recordou, contudo, as declarações que fez anteriormente na Assembleia da República, nas quais apelou a que “os partidos políticos e os movimentos associativos não caiam na tentação, por razões egoístas, de importar para Portugal climas de instabilidade que não têm respaldo na sociedade portuguesa”.
“Fomos violentamente agredidos”.
Movimento pela Habitação nega provocação e admite avançar com queixa Sobre os episódios de que teve conhecimento, Montenegro manifestou preocupação, referindo ter tido oportunidade de ver situações em que, entre outras coisas, “se faz um apelo direto à violência” e em que se “ameaça a habitação do primeiro-ministro” .
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