Professor: 'guerra de rejeições! Lula e Flávio não têm nível de aprovações'
Siga UOL Notícias no Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A campanha eleitoral deve caminhar para uma "guerra de rejeições", com Lula e Flávio sem níveis elevados de aprovação, avaliou o professor Beto Vasques no UOL News , do Canal UOL.
Ao comentar pesquisas e o comportamento do eleitor nas sabatinas e no horário eleitoral, ele disse que o público cobra propostas, mas que as campanhas tendem a usar ataques para afastar o adversário dos indecisos.
A gente vai para uma eleição de guerra de rejeições. Ou seja, nenhum dos dois candidatos tem um índice de aprovação elevadíssimo. Nem a administração do presidente Lula, nem os dois candidatos. Eles têm pisos muito altos. Tanto Flávio como Lula estão acima dos 30% em intenção de voto no primeiro turno e ambos partem acima dos 40% de intenção de voto em simulações de segundo turno. Mas ambos têm rejeições muito proibitivas. Então eles sabem que essa rejeição do adversário, que é muito elevada, deve ser explorada. Beto Vasques
Vasques disse que, nos grupos de pesquisa que acompanha, o eleitor reclama quando o tema vira corrupção e tende a reagir com a ideia de que "são todos iguais". Para ele, o independente - que costuma decidir a disputa - quer ouvir como os candidatos pretendem resolver problemas do dia a dia.
O eleitor reclama quando aparece o tema da corrupção, tanto do Flávio como do Lula. O eleitor quer ouvir proposta, quer ver como os candidatos estão pensando em resolver os problemas da vida deles: segurança, saúde, mobilidade. Sobretudo o eleitor independente fala: "são todos iguais". Então, a partir daí, eles querem escutar propostas. Beto Vasques
Mas ele avaliou que a dinâmica de campanha empurra os ataques para peças mais curtas, especialmente as inserções de 30 segundos espalhadas pela programação. Já o programa eleitoral mais longo, disse, tende a ficar mais "propositivo", ao menos no começo.
Geralmente as campanhas utilizam o programa eleitoral, que é esse programa mais longo, para falar mais de realizações, embora já aparecendo as primeiras críticas. Mas os ataques ficam para as inserções, aqueles vídeos de 30 segundos que vão saltando na televisão ao longo do dia. Nesses spots a gente vai ver mais ataques ainda, uma concentração muito maior de ataques. Isso vai acontecer, o eleitor gostando ou não. Beto Vasques
Isabela Kalil disse que a disputa também passa por uma transição no jeito de comunicar, com parte do eleitor mais confortável em formatos informais, como podcasts, e menos interessada em debates tradicionais. Para ela, campanhas e mídia ainda testam um modelo que funcione na TV e no digital.
A gente está passando por um momento de transição do formato em que aconteciam esses diálogos. O lugar que a imprensa costumava ocupar em campanhas anteriores está mudando. Parte dos eleitores sente mais conforto num formato de linguagem mais informal, como um podcast. O grande desafio é como a televisão vai se adaptar a essa nova realidade, porque aquilo vai virar pequenos cortes e circular no espaço digital de diferentes maneiras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.