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Política

O nome do medo é Cerimedo: Flávio Bolsonaro está desesperado

Revista Fórum ·
O nome do medo é Cerimedo: Flávio Bolsonaro está desesperado

A campanha de Flávio Bolsonaro entrou em parafuso.

Bateu o desespero — e o desespero tem nome.

Fernando Cerimedo está preso na Bolívia.

Foi detido em Santa Cruz de la Sierra após ser acusado pela própria namorada de ter armado um atentado contra ela — as imagens estão em todos os sites; basta buscar “namorada de Cerimedo” para encontrar os vídeos.

O marqueteiro se tornou uma figura incômoda para o bolsonarismo porque sua prisão na Bolívia pode expor não apenas suas conexões políticas, mas também uma estrutura de atuação digital que interessa diretamente à disputa eleitoral brasileira.

Segundo investigações, Cerimedo mantinha na Bolívia uma verdadeira fazenda de robôs, com um grande número de celulares programados para disparar fake news e influenciar eleições na América Latina.

O problema, para Flávio Bolsonaro, é que essa estrutura poderia ser utilizada no Brasil durante a campanha.

E não estamos falando de uma relação distante.

Flávio já havia encontrado Cerimedo em Mar-a-Lago, residência de Donald Trump, e chegou a convidá-lo para participar de uma live sobre as eleições brasileiras.

Cerimedo trabalhou para diferentes nomes da direita latino-americana, entre eles Javier Milei, na Argentina, além de atuar na Bolívia e na campanha de José Antonio Kast, no Chile.

É justamente essa dimensão internacional que torna o caso ainda mais delicado.

Se uma estrutura montada para interferir no debate político por meio de redes automatizadas e desinformação estava à disposição de grupos da extrema direita latino-americana, a prisão de seu operador pode desmontar uma engrenagem importante para a campanha de Flávio.

E há outro fator que explica o incômodo.

Cerimedo está preso e, diante da situação, pode eventualmente tentar colaborar com as autoridades ou apresentar informações sobre pessoas e estruturas com as quais manteve contato.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.

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