Quatro anos após assassinatos de Bruno e Dom, rede criminosa mantém Vale do Javari sob ameaça no AM
4 anos após Bruno e Dom, rede criminosa mantém Vale do Javari sob ameaça no AM Quatro anos após os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, o Vale do Javari, no Amazonas, continua no centro de disputas envolvendo narcotráfico, pesca ilegal e invasões de áreas protegidas, que desafiam a fiscalização e ameaçam povos indígenas da região.
Localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia, a terra indígena com a maior concentração de povos isolados do planeta segue como alvo de atividades ilícitas ligadas à exploração de recursos naturais, tráfico internacional e lavagem de dinheiro. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp 🔍Bruno e Dom desapareceram quando faziam uma expedição na Amazônia, na terra indígena do Vale do Javari, que engloba os municípios de Guajará e Atalaia do Norte.
Os corpos foram achados em 15 de junho de 2022, dez dias após o último contato.
O caso expôs a violência e as ameaças enfrentadas por quem atua na luta para proteger o território.
Um estudo internacional publicado em julho na revista científica Nature Sustainability, com dados de 2008 a 2024, ajuda a dimensionar esse cenário.
Assinado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), por cientistas e lideranças indígenas da região, o trabalho descreve como diferentes economias ilegais estão conectadas. (veja no infográfico abaixo) O indigenista Orlando Possuelo, que trabalha na mesma frente que Bruno atuou, destaca que o cenário é de permanente intimidação e violência contra os povos originários.
Uma fonte ouvida pelo g1 e que viveu em Atalaia do Norte também relatou a pressão sofrida por etnias para que deixem seus territórios. (leia mais ⬇️) 📍O Vale do Javari abriga povos de contato recente, como Marubo, Mayoruna, Matis, Kanamari e Kulina, além dos Korubo e Tsohom-Djapá.
A região também tem pelo menos 14 grupos em isolamento voluntário.
A Funai classifica as atividades ilícitas na fronteira como "preocupante" e defende uma fiscalização integrada.
O Ibama diz que faz operações na região, uma delas neste ano com apoio do Exército, e diz que recentemente nomeou mais de 70 contratados temporários para atuação no entorno da Terra Indígena Vale do Javari.
O governo do Estado diz que investe em ações de inteligência e o patrulhamento fluvial nos municípios da calha do Vale e conta com o apoio da Polícia Federal. (saiba mais ⬇️) Vastidão de mata e água facilita escoamento de produtos originários do crime pelo Rio Amazonas e afluentes.
Aventura Produções Economia ilegal Ao g1, a pesquisadora Lívia Laureto explicou que os crimes ambientais integram uma economia ilegal que beneficia o narcotráfico por meio do escoamento de produtos do crime pelas rotas fluviais entre o Brasil e países vizinhos ao norte.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Amazonas.