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O que quer cada região do país? Disputa eleitoral passa pelas prioridades de cinco ‘Brasis’

Jovem Pan ·
O que quer cada região do país? Disputa eleitoral passa pelas prioridades de cinco ‘Brasis’

No primeiro turno das eleições gerais de 2026, em 4 de outubro, cerca de 158,7 milhões de eleitores e eleitoras estarão aptos a escolher novos representantes políticos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O total representa um crescimento de 1,46%, em relação ao pleito de 2022.

Esse crescimento, bem como a distribuição dos eleitores pelo território, não é uniforme pelo país. Por exemplo: o Norte foi a região que mais cresceu proporcionalmente, com alta de 4,37% do seu eleitorado. Mesmo assim, os seis estados somados reúnem pouco mais de 7,5% do eleitorado nacional.

Já o Sudeste, única região em queda desde 2022 — perdeu 0,56% do seu contingente — ainda possui quase metade do peso eleitoral: pouco menos de 42%.

As prioridades locais de cada região brasileira ajudam a explicar por que a distribuição territorial dos votos ocupa posição central nos cálculos das campanhas pelo Palácio do Planalto. Embora cada eleitor tenha o mesmo peso na eleição presidencial, independentemente do estado onde vive, a forma como se concentram ou se dispersam os votos influencia as estratégias dos candidatos.

É nesse ponto que as demandas regionais passam a ter peso político. Uma pauta pode ter apelo mais forte em uma determinada região e, com isso, ampliar ou reduzir a votação de um candidato naquele local. Os presidenciáveis precisam formar uma maioria nacional, mas podem chegar a ela por diferentes combinações de estados e regiões.

A mudança na participação relativa do eleitorado, portanto, ainda não altera quais áreas concentram mais votos, mas pode influenciar onde cada candidatura buscará apoio e quais temas receberão maior atenção.

O consultor legislativo Caetano Araújo, do Núcleo de Direito do Estado do Senado, defende que a busca por votos em uma disputa presidencial exige presença nacional equilibrada, mesmo que a intensidade da campanha varie entre estados.

— Não é plausível que os candidatos competitivos venham a optar pela estratégia da concentração em determinados estados ou regiões. Essa estratégia, contudo, pode vir a ser racional para candidatos que, cientes da derrota futura nas urnas, pretendam apenas o fortalecimento eleitoral de seu nome ou da sua sigla em determinadas unidades da Federação.

A escolha do presidente também repercute diretamente nas políticas que chegam aos estados e municípios. Além de definir prioridades do governo federal, o chefe do Executivo elabora e envia ao Congresso o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), que estabelecem os recursos destinados a áreas como saúde, educação, segurança, infraestrutura e assistência social. As decisões presidenciais também afetam transferências da União e programas que dependem da cooperação entre os três níveis de governo, como SUS, Fundeb, Bolsa Família e iniciativas de segurança pública.

A capacidade de uma região de fazer suas demandas avançarem, porém, não depende apenas da Presidência. Ela também passa pela representação no Congresso Nacional.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.

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