Método pomodoro e mais: veja dicas valiosas para estudar para o Enem e reduzir estresse
estudar para o vestibular é uma das fases de grande pressão para os adolescentes na transição para a vida adulta. É uma decisão importante a ser feita, que pode carregar as próprias expectativas e as de toda a família e exige um esforço para os estudos a ser feito ao longo de algum tempo. Assim, que os adolescentes tenham ansiedade, exaustão e outros problemas de saúde mental não chega a ser uma surpresa. Mas como lidar com eles?
De acordo com psicólogos e professores ouvidos pela reportagem, definir o curso que quer estudar e a universidade já é um ponto complicado, mas é importante lembrar que nenhuma decisão é definitiva. Entrar na faculdade é um passo importante, mas não irá definir todo o futuro do jovem, que pode decidir trocar de curso ou trancá-lo, se transferir de universidade ou mesmo seguir outro caminho profissional depois de se formar.
Outra ação possível é pesquisar o máximo possível sobre os cursos, as universidades e conversar com quem já está na graduação ou na carreira. Caso ainda não tenha se decidido, é possível ao menos ter certeza do que não se quer estudar e, a partir daí, ir reduzindo as possibilidades.
Para os pais e tutores, é importante não colocar um peso extra sobre os filhos, querendo tomar as decisões por eles. "Quem escolhe é o jovem ou ele está sendo escolhido para realizar o sonho de outra pessoa?", questiona Maria Lívia, professora titular do Instituto de Psicologia da USP e supervisora de inclusão e pertencimento da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), responsável pela seleção dos novos alunos da Universidade de São Paulo (USP).
"As pressões familiar e social tornam a jornada mais pesada, porque o candidato até inconscientemente se vê na obrigação de passar. Para o adolescente, falar sobre a ansiedade, nomear isso, já produz um alívio, quando ele começa a pensar na escolha está fazendo. O candidato entra na sala e carrega projetos de uma vida inteira", comenta Maria Lívia.
Por isso, ter uma conversa madura sobre as preferências e possibilidades é importante para pais e filhos. Outra ação importante para os familiares é acompanhar o estado emocional do jovem, para perceber se ele está ansioso ou sofrendo demais.
As universidades têm buscado prestar maior atenção no tema. A Fuvest, por exemplo, criou o programa "Fuvest Escuta", que conta com rodas de conversa online de jovens com um psicólogo voluntário. Coordenado por Maria Lívia, ele teve a primeira edição no vestibular para 2026 e se repetirá na prova para 2027 e nos anos seguintes. O programa é aberto a todos os vestibulandos através da inscrição no site.
De acordo com a coordenadora, a intenção do programa é tornar a Fuvest mais inclusiva. "Uma pessoa tomada de ansiedade tende a fazer uma prova ruim e aí não é aprovada. É uma jornada longa e intensa de estudos que exige esforços. Nós entramos com a proposta de oferecer aos candidatos um espaço de fala e escuta que funciona como espécie de suporte psicológico, que visa fornecer recursos para enfrentar o momento do vestibular", relata a professora da USP.
Todos os vestibulares vão exigir estudos e, por isso, ter uma rotina que acabe se tornando um hábito pode ajudar.
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