Plano de Alan Rick propõe ampliar proteção e autonomia econômica das mulheres em todo o Acre
Propostas incluem DEAM Virtual, Patrulha Maria da Penha e qualificação profissional; senador já destinou R$ 1 milhão ao Projeto Ser Mulher
O candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) propõe fortalecer e ampliar as políticas de proteção às mulheres em todas as regiões do estado, além de criar oportunidades de trabalho, renda e empreendedorismo. As medidas integram o Programa Acre Protege Mulheres e Autonomia Econômica, previsto no Plano de Governo 2027–2030.
O documento parte de um cenário grave. Em 2025, o Acre registrou a maior taxa de feminicídio do país, com 3,2 mortes por 100 mil mulheres, além de 7.066 casos de violência doméstica. As mulheres negras representaram 92% das vítimas de feminicídio.
Atualmente, somente Rio Branco e Cruzeiro do Sul possuem unidades especializadas no atendimento às mulheres. Para ampliar o alcance da rede, o plano prevê criar uma DEAM Virtual de abrangência estadual e fortalecer os serviços de proteção e acolhimento em todas as regionais.
Entre as medidas estão a criação de Núcleos de Atendimento à Mulher nas regiões ainda desassistidas, a ampliação dos Centros de Referência e das Casas Abrigo e a implantação de Salas Lilás nos municípios sem delegacia especializada. O plano também propõe ampliar as Delegacias da Mulher e implantar a Patrulha Maria da Penha nos municípios.
Na prevenção, estão previstas a formação de multiplicadoras comunitárias, ações nos 22 municípios, a integração dos dados entre os órgãos da rede de proteção e programas de responsabilização e reeducação dos autores de violência doméstica.
A autonomia econômica completa esse conjunto de ações. O Programa Mulher Autônoma e Empreendedora vai oferecer crédito orientado e qualificação profissional alinhada às oportunidades do mercado. Mulheres chefes de família terão prioridade no Programa Recomeçar Acre, com apoio ao empreendedorismo, à economia solidária e ao microcrédito.
A proposta está alinhada a iniciativas já apoiadas por Alan Rick no Acre. Como senador, ele destinou R$ 1 milhão ao Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) para o Projeto Ser Mulher. A iniciativa foi planejada para qualificar 400 mulheres em situação de vulnerabilidade e entregar, ao final dos cursos, ferramentas que possibilitem o início de uma atividade profissional.
No Senado, Alan também foi relator do projeto que deu origem à Lei nº 14.721/2023, que ampliou a assistência psicológica às mulheres durante a gravidez, o pré-natal e o pós-parto.
O objetivo é fazer com que proteção e oportunidade caminhem juntas, levando atendimento para mais perto das mulheres e criando condições para que construam a própria autonomia.
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