Esquecimento: quando é normal e quando buscar ajuda médica?
Esquecer onde colocou as chaves, não lembrar imediatamente o nome de alguém ou entrar em um cômodo e esquecer o motivo são situações comuns. Esses episódios podem acontecer principalmente quando a pessoa está cansada, distraída ou sob estresse.
Mas como saber quando o esquecimento é normal e quando a perda de memória merece investigação?
A diferença está, principalmente, na frequência e no impacto que essas falhas começam a causar na rotina.
A memória não funciona da mesma maneira o tempo todo. Falta de atenção, noites mal dormidas, ansiedade e excesso de tarefas podem dificultar a capacidade de registrar e recuperar informações.
Por isso, pequenos esquecimentos ocasionais não significam necessariamente que existe algum problema de saúde.
Não lembrar temporariamente uma informação e recuperá-la depois, por exemplo, pode fazer parte do funcionamento normal da memória.
O sinal de alerta aparece quando os esquecimentos se tornam frequentes ou começam a atrapalhar atividades que antes eram realizadas normalmente.
Quando essas alterações começam a interferir na autonomia , é importante procurar avaliação profissional.
Com o avanço da idade, algumas mudanças cognitivas podem acontecer. A velocidade para aprender ou recuperar uma informação pode diminuir, por exemplo.
Isso não significa que uma pessoa idosa necessariamente desenvolverá um problema de memória.
Alterações importantes e progressivas precisam ser investigadas. Afinal, diferentes condições podem afetar a memória, e nem todas estão relacionadas a doenças neurodegenerativas.
Dormir mal, passar por períodos prolongados de estresse e enfrentar alterações emocionais podem prejudicar a atenção. Como consequência, a pessoa pode ter mais dificuldade para memorizar informações e se lembrar delas posteriormente.
Alguns medicamentos e problemas de saúde também podem contribuir para alterações cognitivas.
Por isso, uma avaliação individualizada é importante para entender o que está acontecendo.
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