Caixa e bancários retomam negociações nesta quarta (16), mas greve segue sem prazo para terminar
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A Caixa Econômica Federal e os bancários retomam nesta quarta-feira (16) as negociações que podem colocar fim à greve nacional da categoria, iniciada no dia 10. Enquanto isso, a paralisação segue por tempo indeterminado.
O principal impasse entre os bancários e o banco público é o plano de saúde . A Caixa fez nova proposta na semana passada , rejeitada por maioria , em assembleia que terminou às 23h de sexta (11). O banco havia ameaçado ir à Justiça por dissídio coletivo, mas desistiu.
Em nota, a instituição diz que "por acreditar que o diálogo é o melhor caminho para a construção de acordos, reabriu a mesa de negociação" e busca "solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade".
Entre os itens oferecidos pelo banco na proposta da semana passada estão prêmio de reconhecimento no valor de R$ 3.000 por funcionário, pagamento de PLR (Participação nos Lucros e Resultados) na sexta-feira (18) e ampliação do teto de custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%.
No plano de saúde, os bancários pagariam percentual sobre o salário-base, que vai de 2,30% até 4,10%, conforme a idade, e valor por dependente de R$ 480 a R$ 660, também conforme a idade. A categoria não aceita.
A Caixa também propôs antecipar sua parcela da 13ª mensalidade do plano de saúde de 2028, 2029 e 2030 para cobrir o déficit do Saúde Caixa. Os bancários querem o fim da 13ª parcela, porque eles também são obrigados a pagá-la no caso do plano de saúde.
O banco ofereceu ainda a liberação relativa de valores relativos ao PAMS (Programa de Assistência Médico-Supletiva) a partir de 2027 e R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027.
Em São Paulo, Osasco e Região, 95% das agências estiveram fechadas nesta segunda, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Além disso, mais de 700 empregados participaram de um protesto em frente à agência da avenida Paulista, na região central da capital paulista.
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Bancários de bancos privados e do Banco do Brasil já tiveram o reajuste salarial definido.
No caso das instituições privadas, a convenção coletiva de trabalho da categoria foi assinada quarta (9) garantindo reajuste salarial acima da inflação para cerca de 500 mil bancários. O mesmo percentual será aplicado nos benefícios de vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche.
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