Flávio Bolsonaro é suspeito de lavagem de dinheiro em novo inquérito da PF
Uma movimentação de R$ 130 milhões em apenas três meses , viagens pagas e uma conta bancária com acesso atribuído a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão entre os elementos que levaram a Polícia Federal a investigar a relação do senador com o advogado Willer Tomaz.
O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator do novo inquérito por suspeita de lavagem de dinheiro.
Flávio agora é investigado em dois inquéritos no Supremo .
O outro, conduzido pelo ministro André Mendonça, examina negociações envolvendo dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse.
Os investigadores chegaram ao nome do senador ao examinar arquivos armazenados na nuvem do celular de Willer.
O material continha documentos pessoais de Flávio, registros de reuniões e encontros entre os dois, além de informações sobre viagens custeadas pelo advogado.
Entre os documentos, chamou a atenção uma conta da Alcazar Holding na qual o parlamentar aparecia como “usuário master” , identificação associada a privilégios de gerenciamento.
O volume de dinheiro também entrou no radar da PF.
Uma das contas de Willer movimentou aproximadamente R$ 130 milhões entre março e maio de 2025.
Os investigadores querem esclarecer de onde vieram os recursos e para onde foram enviados.
A apuração nasceu longe de Brasília, em uma investigação sobre empresas de apostas e pagamentos digitais conduzida no Rio Grande do Sul.
Foi nesse trabalho que surgiram suspeitas de que Willer controlaria informalmente a Rede Loto, empresa que recebeu a primeira autorização estadual do Rio de Janeiro para explorar apostas esportivas.
A análise dos arquivos do advogado acabou revelando sua proximidade com Flávio.
O nome do senador levou a investigação ao STF por causa do foro privilegiado.
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