Jornalismo de joelhos: CEOs da Globo e do Metrópoles trocavam favores com Vorcaro por manchetes
Novas mensagens encontradas no celular do ex-dono do Banco Master colocam a grande imprensa brasileira no olho do furacão do escândalo.
CEOs da Globo e do Metrópoles comiam na mão de Daniel Vorcaro e tentavam agradá-lo de todas as maneiras.
Não é novidade que boa parte do jornalismo brasileiro funciona a reboque de interesses financeiros, mas o WhatsApp do Vorcaro revelou ao público as entranhas de como as salsichas são fabricadas na grande imprensa.
O departamento comercial é quem dá as cartas no jornalismo e tem poder para influenciar os rumos do país.
Enquanto o escândalo do Master se desenrolava, Vorcaro dava ordens para os CEOs dessas empresas, que prontamente se mobilizavam para atendê-las.
O ex-banqueiro encomendava reportagens, editava textos, escolhia manchetes e reclamava quando as coisas não saíam como ele queria.
A expressão “quem paga escolhe a música”cabe perfeitamente.
Em 2025, a safadeza de Vorcaro já era de conhecimento geral, principalmente entre jornalistas.
Mas para Frederic Kachar, CEO da editora Globo, e Lilian Tahan, CEO do Metrópoles, o banqueiro era um importante patrocinador que precisava ser adulado.
A influência de Vorcaro sobre o jornalismo dos dois veículos era enorme.
Vorcaro era tratado como chefe de redação e quase todas as suas demandas eram imediatamente acolhidas.
Bastava mandar um zap para ter uma manchete alterada, a exclusão de algum nome ou de alguma informação indesejada.
Subserviência, noitadas e ordens no G1 Nas conversas com o chefão da Globo, fica claro que o dono do Master manteve uma relação muito além da profissional.
Tinham intimidade, falavam abertamente sobre suas vidas sexuais, mulheres, noitadas e traições.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.intercept.com.br — o conteúdo pertence a Intercept Brasil.