CIO da Bradesco Asset vê piora até mesmo no investimento que é o ‘porto seguro’ dos investidores
Quando a inflação sobe e o cenário econômico aperta, o crédito privado costuma aparecer como um porto seguro para os investidores.
Porém, com a taxa de juros a dois dígitos há mais de quatro anos e sem perspectiva de alívio no curto prazo, Ana Luiza Rodela, CIO da Bradesco Asset , avalia que é hora de ser conservador até mesmo com a classe.
"O mercado de crédito privado normalmente está numa bolha.
Enquanto os demais investimentos derretem, ele costuma seguir em alta.
Mas, dessa vez, o cenário macroeconômico vai bater no crédito, e essa deterioração começa agora", afirmou Rodela durante o evento Fitch no Brasil, realizado nesta terça-feira (1).
Na visão da CIO, o cenário do crédito está ruim e tende a piorar.
Por isso, não é hora de tomar riscos excessivos.
Na Bradesco Asset, a estratégia tem sido privilegiar a alocação em emissores de menor risco.
Rodela recomenda ainda que os investidores fiquem atentos à concentração da carteira e ao carrego, isto é, o retorno ao longo do tempo, do investimento.
"O grande acerto no mercado de crédito privado é ficar de fora do que dá errado.
Estamos em um momento em que essa máxima prevalece", disse.
Armadilhas no 'porto seguro' do crédito privado A executiva alerta ainda para um comportamento de manada em relação aos títulos bancários .
Diante das incertezas no cenário macroeconômico , muitos investidores têm migrado para esses papéis em busca de proteção.
No entanto, Rodela ressalta que, atualmente, há uma distorção na precificação do 'porto seguro' do crédito privado .
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