Líder do PL defende Flávio e diz que caso de Moraes e Vorcaro é mais grave
Carlos Portinho afirmou que o caso envolvendo o ministro é mais grave por, segundo ele, envolver tráfico de influência no Judiciário
O líder do PL no Senado, senador Carlos Portinho (RJ), defendeu nesta 4ª feira (2.set.2026) o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diante dos questionamentos sobre a relação com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Portinho afirmou que o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é “muito mais grave” .
A declaração ocorre após a divulgação de informações sobre as relações de Vorcaro com Flávio e com Moraes.
No caso do senador, Flávio negociou com o ex-banqueiro o financiamento da produção de uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O filme, intitulado “Dark Horse”, recebeu R$ 65 milhões de Vorcaro . Documentos também apontam que Flávio havia solicitado R$ 134 milhões ao empresário para financiar a produção do filme.
Já no caso envolvendo Moraes, a Polícia Federal encontrou contratos que somam até R$ 158 milhões ligados a Vorcaro e à mulher do ministro. O empresário também teria feito pagamentos ao escritório da advogada por meio de aeronaves . Moraes também teria participado da elaboração de um contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua mulher e Vorcaro.
Segundo Portinho, a relação de Flávio com Vorcaro envolve um contrato privado e não tem recursos públicos. O senador afirmou que, por isso, não haveria obrigação de divulgação dos documentos ou de escrutínio por órgãos de controle.
“É uma relação privada, não é pessoal com ele, é com uma produtora. Se tivesse envolvimento de recurso público, poderia ser quebrado até esse sigilo, aberto os documentos” , disse a jornalistas.
Portinho afirmou que o caso de Flávio é diferente de um contrato de milhões envolvendo a mulher de um ministro do STF.
“Nesse caso, o Flávio não tem ligação com o poder público. É diferente de uma mulher de ministro ter um contrato de milhões, que foi concebido pelo próprio ministro, que exerce uma função pública, e ter uma relação com o investigado. Então, é completamente diferente” , declarou.
Questionado sobre o fato de Flávio ter afirmado que o último pagamento havia sido feito em maio, mas posteriormente ter surgido a informação de um pagamento em setembro, Portinho disse que o episódio estaria sendo usado para desviar a atenção de outros casos.
“Eu acho que tem aí uma condição de uma narrativa com toda seriedade para abafar um caso muito mais grave, que envolve dinheiro público, que envolve influência e tráfico de influência no Poder Judiciário” , afirmou.
Para o senador, os questionamentos sobre Flávio e Vorcaro são uma “cortina de fumaça” em meio a outros episódios envolvendo integrantes dos Poderes.
“Certamente é uma cortina de fumaça no momento em que há uma escalada de fatos recentes que envolvem Poderes da República, que envolve a Polícia Federal, que envolve o procurador-geral da República, que envolve o ministro do STF” , disse.
Portinho também afirmou que a oposição está em meio a uma “guerra de narrativas” contra o grupo político de Bolsonaro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.