Por que o Safra acredita que Bradsaúde (SAUD3) está barata e pode subir 37%
A Safra retomou a cobertura de Bradsaúde ( SAUD3 ), antiga Odontoprev , com recomendação de compra ( Outperform ) e elevou o preço-alvo da ação de R$ 13,50 para R$ 19,00 .
O novo valuation implica potencial de valorização de cerca de 37% em relação aos níveis atuais, levando o banco a ver uma relação risco-retorno atrativa após a queda de aproximadamente 14% dos papéis desde a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026.
Segundo os analistas, o recuo recente das ações abriu uma oportunidade de entrada em um ativo que combina negócios considerados de alta qualidade, geração de caixa previsível e perfil defensivo de resultados.
Atualmente, a companhia negocia a cerca de 8,2 vezes o lucro estimado para 2027, ao mesmo tempo em que deve entregar um dividend yield médio próximo de 9,7% entre 2026 e 2030.
A tese do Safra está apoiada na avaliação de que a Bradsaúde reúne alguns dos principais ativos do setor de saúde suplementar brasileiro.
Além da operação de planos de saúde Bradesco Saúde e da Odontoprev, a companhia detém uma participação de 24,9% no Fleury e investimentos na plataforma hospitalar Atlântica, desenvolvida em parceria com grupos como Rede D’Or, Einstein e Mater Dei.
No segundo trimestre, a empresa reportou retorno sobre patrimônio líquido médio (ROAE) de 25,8% nos últimos 12 meses.
Para o banco, o mercado tem concentrado suas preocupações na qualidade dos lucros e na composição dos resultados da companhia, especialmente após a divulgação do primeiro balanço consolidado.
No entanto, a avaliação do Safra é que os fundamentos permanecem sólidos e que existem mecanismos capazes de sustentar a rentabilidade ao longo dos próximos anos.
Entre eles está a evolução do portfólio de planos de saúde.
O banco destaca que os novos produtos vendidos para pequenas e médias empresas contam com mecanismos de coparticipação e apresentam sinistralidade estruturalmente menor do que os planos corporativos tradicionais.
Além disso, o crescimento da carteira vem sendo puxado justamente pelo segmento de PME, considerado mais rentável.
Outro ponto favorável é o processo de consolidação do setor.
De acordo com o relatório, as três maiores seguradoras de saúde do país adicionaram mais beneficiários nos últimos 12 meses do que todo o mercado combinado, ao mesmo tempo em que ampliaram suas margens operacionais.
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