Em derrota para Trump, Suprema Corte barra plano do governo para restringir voto pelo correio nas eleições de novembro
Caixa do Serviço Postal dos EUA instalada em Manhattan, em Nova York Andrew Kelly/Reuters A Suprema Corte dos EUA recusou-se, nesta segunda-feira (14), a permitir que o Serviço Postal dos EUA aplicasse uma regra que dificultaria o envio de cédulas de votação por correio.
A decisão é um revés aos esforços do presidente Donald Trump para restringir o voto por correspondência antes das eleições de meio de mandato de novembro, que definirão o controle do Congresso. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Trump já votou várias vezes pelo correio, inclusive nas eleições de 2024, que ele venceu.
Analistas políticos, contudo, acreditam que a modalidade tende historicamente a beneficiar candidatos democratas.
Os magistrados rejeitaram o pedido do Departamento de Justiça para derrubar uma decisão da juíza federal Indira Talwani, de Boston, que impediu o Serviço Postal de aplicar a medida enquanto tramitam ações judiciais movidas por estados e grupos de defesa do direito ao voto.
A agência adotou a medida depois que Trump emitiu uma ordem executiva em março visando endurecer as regras que regem o voto por correio.
Relembre a tentativa de Trump restringir essa modalidade de voto nos EUA: Governo Trump pede à Suprema Corte que limite o voto por correio O juiz Samuel Alito, da ala conservadora da corte, acompanhado pelo também conservador Clarence Thomas, divergiu da decisão de segunda-feira, escrevendo que o governo Trump "provavelmente terá sucesso no mérito de seu recurso".
Eleições de meio de mandato Os colegas republicanos de Trump travam uma disputa acirrada para manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato.
Restringir as cédulas por correio beneficiaria os republicanos, visto que os eleitores democratas utilizam esse método de forma desproporcional, segundo várias pesquisas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala com repórteres antes de embarcar no Air Force One na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, em 9 de setembro de 2026.
Foto de BRENDAN SMIALOWSKI/AFP Outro juiz federal, Carl Nichols, de Washington, D.C., também decidiu contra a nova regra no domingo (13).
Pela nova regra, os estados devem fornecer ao Serviço Postal listas dos destinatários das cédulas e utilizar envelopes de envio e retorno aprovados pela agência, equipados com códigos de barras exclusivos.
O Serviço Postal poderia, então, recusar-se a enviar cédulas que não estivessem em conformidade com os novos padrões ou que estivessem associadas a eleitores não constantes nas listas.
Críticos afirmam que o plano poderia interromper a entrega de milhares de cédulas legítimas à medida que a votação de 3 de novembro se aproxima e causar caos, dados os planos iminentes de muitos estados de enviar cédulas por correio aos eleitores elegíveis.
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