Marçal é acusado de calote por compradores de terras em Caldas Novas
Treze pessoas acusam o coach e agora candidato a presidente da República Pablo Marçal de ter vendido a elas lotes de terra de um condomínio cujas obras não foram concluídas.
O caso aconteceu na cidade de Caldas Novas, no interior do Goiás, a 170 quilômetros da capital do estado.
Elas acionaram o empresário, o loteamento e o condomínio na Justiça, dando origem a uma batalha judicial que se arrasta há um ano e meio em uma das varas cíveis da cidade.
O empreendimento Noova Vista, da Lago de Cristal Empreendimentos Imobiliários, foi lançado em 2021, com lotes de terras de 360 metros quadrados vendidos a partir de 100 000 reais.
Entre os autores da ação, há quem tenha pago até 169 200 reais pelo terreno.
Além do pedaço de terra, os contratos previam estruturas comuns — asfalto, meio fio, iluminação e estrutura para energia elétrica e água — e uma série de benfeitorias coletivas, como um calçadão com acesso ao lago, um centro de lazer, horta, pomar comunitário, um parque para trilha e bike, uma trilha de jogger, um mirante e duas praças.
Na ação judicial, os autores afirmam que, na época do lançamento, Marçal se apresentou como um dos sócios investidores, o que teria os influenciado a fechar o negócio.
Em um trecho do pedido, os autores dizem que Marçal “apresentou-se como dono do projeto e utilizou sua notoriedade pública para conferir credibilidade à negociação, induzindo os consumidores à aquisição dos lotes sob a falsa premissa de solidez financeira e confiabilidade do empreendimento”.
No papel, ele não consta como sócio.
Nas redes sociais, há ainda publicações que mostram Marçal como sócio do empreendimento.
Há vídeos em que ele aparece no lançamento do lote de terras, adesivando carros de luxo, participando de divulgações, conversando com outros sócios e conferindo o andamento das obras.
Continua após a publicidade Publicações nas redes sociais apontam Marçal como um dos sócios do empreendimento Instagram/Reprodução View this post on Instagram Continua após a publicidade A entrega da obra estava prevista para 31 de outubro de 2023.
Os autores da ação dizem que foram ludibriados.
Imagens aéreas do local feitas pelo satélite do Google mostram que o local do condomínio está vazio e não aparenta ter as obras prometidas no contrato.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.