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Economia

Dólar sobe a R$ 5,18, com petróleo e relatório de política monetária no dia

Por Redação 5News · · com informações de UOL Economia
Dólar sobe a R$ 5,18, com petróleo e relatório de política monetária no dia

Dólar fecha em alta com pressão do petróleo internacional e anúncio de política monetária

O dólar avançou nesta quinta-feira, iniciando negócios cotado a R$ 5,18 frente à moeda brasileira. A movimentação refletiu as reações dos agentes econômicos a dois eventos de relevância para o mercado: a continuidade da tendência altista do preço do petróleo no cenário global e a divulgação do relatório trimestral de política monetária pelo Banco Central. A sessão se desenrolava com expectativas em torno dos comentários que Gabriel Galípolo, presidente da autoridade monetária, faria posteriormente sobre os próximos passos da condução dos juros.

Na abertura dos negócios, a moeda norte-americana para venda foi cotada a R$ 5,184, representando uma apreciação de 0,28 percentual ante o encerramento do dia anterior. Esse movimento se inseria numa sequência de ganhos mais expressivos que caracterizou o mês, já que na quarta-feira a divisa havia subido 1,3%, alcançando seu maior nível de cotação no período.

A influência do petróleo nos mercados

Os preços do petróleo mantiveram sua trajetória ascendente nos mercados internacionais. Os contratos futuros de Brent com liquidação programada para novembro operavam em alta de 1,8% durante a manhã, negociados a cerca de 105,56 dólares o barril. No dia anterior, essa mesma referência internacional havia experimentado um salto de 3,88%, fechando a sessão a 104,99 dólares por barril. A continuação da pressão altista no preço do combustível está vinculada às incertezas que cercam a normalização das rotas marítimas na região do Oriente Médio, fundamentais para o fluxo regular da oferta dessa commodity.

Essa dinâmica do petróleo reverberou de forma negativa nos principais índices acionários mundiais. As bolsas de valores estadunidenses apresentavam tensões que apontavam para quedas antes mesmo da abertura de negócios, enquanto nas praças europeias os indicadores operavam sem direção claramente definida.

Sinais de pressão inflacionária nos Estados Unidos

Um indicador importante de atividade econômica norte-americana contribuiu para potencializar o receio entre investidores quanto a possíveis pressões inflacionárias e elevação das taxas de juros. O índice de gerentes de compras em sua versão composta para os Estados Unidos, que integra dados dos setores de serviços e indústria, subiu de 56 pontos registrados em agosto para 58,4 pontos em setembro. Esse resultado representou o maior nível alcançado em um período de sessenta e dois meses, conforme os números preliminares compartilhados nesta quarta-feira pela instituição S&P Global.

Esse tipo de indicador comporta relevância como termômetro do dinamismo econômico e de pressões de custos nas economias, sinalizando aos investidores e formuladores de política o cenário prospectivo para preços e demanda.

Banco Central elevas chances de ruptura da meta de inflação

No cenário doméstico, o mercado respondeu à divulgação do relatório trimestral que consolida as avaliações e projeções de política monetária emanadas do Banco Central. No documento, a autoridade monetária apresentou uma avaliação mais pessimista sobre a capacidade de manter a inflação dentro das metas estabelecidas para o próximo ano. Especificamente, o relatório apontou que a probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior da meta fixada para 2026 se elevou para 90 percentuais.

O mesmo relatório, referente ao terceiro trimestre do presente ano, preservou em 5,2 percentuais a estimativa acumulada de alta do IPCA, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, para o exercício de 2026. Esse indicador funciona como referência principal para avaliação da performance inflacionária da economia brasileira.

Os participantes do mercado financeiro aguardavam os esclarecimentos que seriam oferecidos por Gabriel Galípolo durante suas comentários sobre o relatório. Esse tipo de pronunciamento adquire importância particular uma vez que sinaliza as intenções da autoridade monetária para os próximos passos da condução da taxa básica de juros, conhecida como Selic. Vale lembrar que o Comitê de Política Monetária havia realizado recentemente uma redução dessa taxa em sua última reunião.

Reações do mercado de ações

O principal índice acionário do Brasil encerrou a sessão anterior com desempenho negativo, revertendo os ganhos acumulados em dois pregões anteriores. O Ibovespa, indicador que agrupa as ações de maior liquidez e capitalização na Bolsa de Valores de São Paulo, marcou uma queda de 0,86 percentual, encerrando o dia nos patamares de 185.814 pontos. A sessão foi marcada por volatilidade, reflexo das incertezas que cercam os temas mencionados anteriormente.

Um aspecto relevante para a dinâmica do mercado de ações brasileiro reside na participação e sentimento dos investidores estrangeiros. Nos últimos dois pregões, o saldo de recursos aplicados por esses agentes superou a marca de quatro bilhões de reais. O fluxo externo positivo assume importância estratégica porque esse grupo de investidores responde por aproximadamente sessenta percentuais do volume financeiro movimentado diariamente na Bolsa, posicionando-se como fator determinante para orientar o viés altista ou baixista do mercado local de ações.

Contexto: Dinâmicas do mercado cambial e fatores externos

O mercado cambial brasileiro responde de forma significativa aos movimentos dos mercados internacionais e às mudanças nas perspectivas de rentabilidade dos ativos denominados em moeda local. Quando os preços de commodities como o petróleo aumentam, frequentemente a moeda norte-americana se fortalece em comparação com moedas de economias exportadoras, como o Brasil, porque investidores buscam proteção em ativos em dólar. Simultaneamente, aumentos nos preços do petróleo afetam as contas externas brasileiras, criando pressões cambiais adicionais.

A divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos, particularmente indicadores que sugerem pressões inflacionárias ou riscos de elevação de taxas de juros por parte do Federal Reserve, também influencia o comportamento do dólar em relação ao real. Quando há expectativas de juros mais altos nos Estados Unidos, os diferenciais de rentabilidade tornam ativos em dólar mais atraentes, reforçando a apreciação da moeda norte-americana.

A política monetária brasileira representa outro fator estrutural nessa dinâmica. Um ambiente de incerteza sobre a trajetória futura da inflação e as possíveis limitações na capacidade da autoridade monetária de controlar preços no prazo almejado pode elevar o prêmio de risco sobre ativos em real, contribuindo para depreciação cambial.

O que acompanhar

Os investidores e observadores do mercado devem manter atenção em diversos temas que podem evoluir nos próximos períodos. A trajetória dos preços do petróleo internacional permanece como variável crítica, especialmente considerando o cenário de incertezas nas rotas marítimas do Oriente Médio. Qualquer normalização ou agravamento dessa situação pode alterar de forma significativa as pressões cambiais sobre o real.

As próximas decisões do Banco Central sobre a taxa de juros básica também merecerão acompanhamento atento. Frente aos sinais de risco elevado de inflação em 2026, a autoridade monetária pode precisar avaliar a necessidade de ajustes na trajetória de redução de juros que havia anunciado, o que teria reflexos diretos no atratividade de investimentos em reais.

Adicionalmente, a evolução da política econômica dos Estados Unidos, especialmente qualquer sinal de manutenção de taxas de juros elevadas por mais tempo, continuará pressionando o dólar em altos patamares. Por fim, o fluxo de capitais externos para a Bolsa brasileira segue como elemento chave para determinar se o mercado de ações conseguirá retomar seu ciclo altista ou se manterá sob pressão das incertezas macroeconômicas.

Principais pontos:

• Dólar abriu em alta a R$ 5,18 nesta quinta-feira, com ganho de 0,28% ante o fechamento anterior, refletindo as reações a dados externos e anúncios domésticos.

• Petróleo Brent para novembro operava em alta de 1,8%, cotado a US$ 105,56 por barril, mantendo tendência altista impulsionada por incertezas sobre a reabertura das rotas marítimas no Oriente Médio.

• Banco Central elevou para 90% a probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta em 2026, segundo relatório trimestral de política monetária divulgado durante a sessão.

• Ibovespa recuou 0,86% na sessão anterior, marcando 185.814 pontos, com fluxo externo positivo nas duas últimas sessões superando R$ 4 bilhões, representando 60% do giro diário da Bolsa.

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de UOL Economia — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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