Presidente do PT defende reforma do Judiciário em meio a escândalo com Moraes
Edinho Silva cobra código de ética para magistrados e fim de supersalários; segundo o Valor Econômico, vazamento preocupa campanha de Lula
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O presidente do PT e coordenador da campanha de Lula, Edinho Silva, defendeu uma reforma do sistema político e judicial brasileiro após o vazamento de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Edinho afirmou que o sistema atual “vive uma profunda crise, que protege poderosos, perpetua privilégios e a corrupção” .
“O sistema apodreceu. É preciso acabar com a farra das emendas parlamentares, adotar um código de ética para todo o Judiciário e Ministério Público, com o fim dos supersalários e a promiscuidade entre interesses públicos e privados” , declarou.
Sem citar Moraes ou Vorcaro diretamente, o dirigente petista afirmou que ninguém deve estar acima da lei, incluindo integrantes do Judiciário.
“Ninguém está acima da lei, seja um cidadão comum, um governante, um parlamentar ou até um integrante do Poder Judiciário” , disse.
Nos bastidores do Planalto se comenta que o vazamento das mensagens entre Moraes e Vorcaro, divulgado na última terça-feira, 1º, frustrou os planos da campanha de Lula, que esperava transformar esta semana em uma retomada da imagem do presidente, com a votação de projetos considerados importantes no Congresso.
Integrantes da campanha ainda avaliariam que as revelações podem ofuscar a agenda positiva do petista e recolocar o tema da corrupção no centro do debate político e eleitoral.
Lula, até o momento, não se manifestou publicamente sobre a crise envolvendo o Judiciário. Segundo o Valor, integrantes do governo e da campanha aconselham o presidente a evitar o envolvimento direto no episódio, especialmente pela proximidade das eleições.
A avaliação entre petistas é que a crise pode voltar a associar o governo Lula à atuação de Moraes nos últimos anos, principalmente após os processos relacionados aos atos de 8 de Janeiro.
Edinho, por sua vez, tentou enquadrar o episódio em uma defesa mais ampla de mudanças institucionais. Além da reforma do Judiciário e do Ministério Público, o dirigente cobrou o fim de privilégios e afirmou que o país precisa enfrentar o que chamou de “sistema de corrupção e privilégios” .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.