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Governo inclui Bolsa Família no Orçamento e prevê alta do rombo fiscal

Metrópoles ·
Governo inclui Bolsa Família no Orçamento e prevê alta do rombo fiscal

O Ministério do Planejamento e Orçamento elevou, nesta quinta-feira (24/9), de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões a projeção de déficit primário do governo federal em 2026 , sem considerar as deduções legais.

A revisão representa uma piora de R$ 28,9 bilhões nas contas.

A atualização ocorre em paralelo à inclusão do reajuste do Bolsa Família no Orçamento, com custo estimado em R$ 5,8 bilhões.

Os dados a respeito do Orçamento público foram apresentados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do Quarto Bimestre de 2026.

Por causa da elevação na projeção de déficit, o governo federal anunciou um contingenciamento de R$ 13,6 bilhões e um bloqueio de R$ 2,4 bilhões.

Leia também Brasil Governo Lula pede que STF reconheça validade de reajuste do Bolsa Família Brasil Datafolha: Lula tem 53% entre beneficiários do Bolsa Família; Flávio, 28% Brasil Governo Lula reduz congelamento no Orçamento de 2026 para R$ 16,1 bilhões Segundo a equipe econômica, sem o contingenciamento de R$ 13,6 bilhões e R$ 67,3 bilhões das deduções legais da projeção de R$ 80,9 bilhões, o resultado primário seria zero, ou seja, despesas iguais à arrecadação.

O resultado primário é a diferença entre o que o governo arrecada e os gastos que ele tem, mas sem levar em conta os valores para o pagamento dos juros da dívida pública.

As deduções legais são despesas do governo federal que não entram na contabilidade para resultado primário.

Elas foram aprovadas na legislação e são exemplos como: Precatórios excedentes; Ressarcimentos a beneficiários do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) por descontos indevidos; Despesas temporárias em educação e saúde; e Gastos com projetos estratégicos de defesa nacional.

Para cumprir a meta prevista no Arcabouço Fiscal para 2026, o governo federal precisa ter no resultado primário um superávit primário de R$ 34,3 bilhões, mas, com a tolerância existente na legislação— 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o valor pode ser desde zero a superávit de R$ 68,6 bilhões.

O valor considera as deduções legais de R$ 67,3 bilhões.

Reajuste no Bolsa Família O reajuste de 15% nos benefícios do programa Bolsa Família foi anunciado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última quinta-feira (27/9).

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, explicou que o valor foi acomodado no Orçamento de 2026 e que parte importante da fonte para cobrir a nova despesa veio de uma redução na projeção de gastos com a Previdência.

“A gente só liberou o reajuste do programa pela inflação, nos termos que a lei autoriza, quando realmente a gente estava com dados em mãos e teve que clareza que, em particular a Previdência teve uma queda na projeção”, justificou.

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