Café em perigo: a busca pela resiliência genética
Lavoura de café.
Foto: Incaper/Divulgação Surpreendeu-me um artigo, aliás extenso e aprofundado, publicado na revista The Economist na sua última edição.
Nem tanto pela exposição do conteúdo, mas pela força do título: “The Maverick Scientist Trying to Save Coffee From Extinction”.
Em tradução livre: “Um cientista independente – não convencional – tentando salvar o café da extinção ”.
Trata-se de Aaron Davis, chefe do setor de pesquisa sobre o café no Royal Botanic Gardens, em Londres.
Obcecado por cafés e observando que no mundo de hoje dominam apenas duas espécies Coffea arabica e Coffea canefora, já tradicionais arábica e robusta, ele busca descobrir espécies perdidas no tempo.
E a principal razão que o move é justamente encontrar espécies que sejam mais resistentes ao problema do crescente aquecimento do planeta.
Arábica e robusta, robusta em menor intensidade, são plantas que gostam de água e sofrem também quando em ambiente de altas temperaturas.
Secas prolongadas foram responsáveis por fortes quedas na produção global de cafés.
Caso, por exemplo do Vietnã, com o robusta, com queda de 20% na oferta em 2023, e que ainda não retornou à normalidade.
Nos anos de 2015 e 2016 também o robusta/conilon capixaba sofreu forte queda na oferta.
O certo é que como em outras culturas a cafeicultura mundial terá a enfrentar um desafio estrutural por conta das mudanças climáticas que se preveem intensificadas nas próximas décadas.
Estudiosos e pesquisadores da temática climática apontam que especificamente para a cultura do café, o planeta perderá metade das áreas mais apropriadas para a sua cultura.
Mas, a ameaça não se restringe apenas às espécies de cafés que hoje plantamos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.