Método pomodoro: veja dicas valiosas para estudar para o Enem
Foto: Angelo Miguel/MEC Estudar para o vestibular é uma das fases de grande pressão para os adolescentes na transição para a vida adulta.
É uma decisão importante a ser feita, que pode carregar as próprias expectativas e as de toda a família e exige um esforço para os estudos a ser feito ao longo de algum tempo.
Assim, que os adolescentes tenham ansiedade, exaustão e outros problemas de saúde mental não chega a ser uma surpresa.
Mas como lidar com eles? De acordo com psicólogos e professores ouvidos pela reportagem, definir o curso que quer estudar e a universidade já é um ponto complicado, mas é importante lembrar que nenhuma decisão é definitiva.
Entrar na faculdade é um passo importante, mas não irá definir todo o futuro do jovem, que pode decidir trocar de curso ou trancá-lo, se transferir de universidade ou mesmo seguir outro caminho profissional depois de se formar.
Outra ação possível é pesquisar o máximo possível sobre os cursos, as universidades e conversar com quem já está na graduação ou na carreira.
Caso ainda não tenha se decidido, é possível ao menos ter certeza do que não se quer estudar e, a partir daí, ir reduzindo as possibilidades.
Para os pais e tutores, é importante não colocar um peso extra sobre os filhos, querendo tomar as decisões por eles.
“Quem escolhe é o jovem ou ele está sendo escolhido para realizar o sonho de outra pessoa?”, questiona Maria Lívia, professora titular do Instituto de Psicologia da USP e supervisora de inclusão e pertencimento da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), responsável pela seleção dos novos alunos da Universidade de São Paulo (USP).
“As pressões familiar e social tornam a jornada mais pesada, porque o candidato até inconscientemente se vê na obrigação de passar.
Para o adolescente, falar sobre a ansiedade, nomear isso, já produz um alívio, quando ele começa a pensar na escolha está fazendo.
O candidato entra na sala e carrega projetos de uma vida inteira”, comenta Maria Lívia.
Por isso, ter uma conversa madura sobre as preferências e possibilidades é importante para pais e filhos.
Outra ação importante para os familiares é acompanhar o estado emocional do jovem, para perceber se ele está ansioso ou sofrendo demais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.