Fotos com Roberta Luchsinger desgastam Lula e campanha tenta conter danos
A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que não conhece a lobista e empresária Roberta Luchsinger , amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha , e investigada pela Polícia Federal ( PF ), repercutiu negativamente para o titular do Planalto.
A fala, feita em entrevista ao Jornal Nacional, passou a ser explorada pela oposição, já que o presidente aparece em fotografias ao lado da empresária.
Diante do desgaste provocado pela declaração de Lula e do risco eleitoral relacionado às investigações que apuram suspeitas de tráfico de influência na gestão petista, inclusive dentro do Palácio do Planalto, a campanha do presidente tenta reagir e intensifica a ofensiva contra o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) .
No dia seguinte à fala de Lula, feita na quinta-feira (27/8) , teve início o período de propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão.
A estreia dos presidenciáveis com direito à participação no horário eleitoral ocorre apenas no sábado (29/8).
Já nessa sexta-feira (28/8), porém, os partidos começaram a veicular inserções durante os intervalos da programação de rádios e televisões.
São reservados 14 minutos diários para esses comerciais eleitorais de curta duração.
Ao longo do dia, ao menos dois vídeos da coligação Brasil Pronto pra Mais, formada por PT, PSOL, Rede, PCdoB, PV, PSB e PDT, foram dedicados a desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro.
No primeiro, foi exibido o áudio enviado pelo senador ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na qual cobra R$ 134 milhões para o financiamento do filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse”.
O segundo material apresenta um “currículo” do parlamentar.
A peça afirma que Flávio iniciou a carreira como “funcionário fantasma” de um gabinete na Câmara dos Deputados, aos 19 anos, e que já foi denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso das rachadinhas em seu gabinete, quando era deputado estadual pelo Rio de Janeiro.
A inserção também relembra a homenagem feita por Flávio ao miliciano Adriano da Nóbrega na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
A peça termina com a frase “não dá para confiar nesse sujeito”.
Nas duas peças, Flávio é rotulado como “o pior dos Bolsonaros”.
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