Quem comanda a Igreja Católica durante a recuperação do papa Leão 14 após a cirurgia contra câncer?
Papa Leão XIV se recupera bem após retirar câncer no pulmão, diz Vaticano Depois do diagnóstico de câncer do pulmão do papa Leão 14 na terça-feira (13), surge novamente um questionamento que o mundo se fez em março do ano passado, quando foi internado seu antecessor, o papa Francisco (1936-2025): o que acontece agora? ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Nesta quarta-feira (14), a jornalista Nicole Winfield, da agência de notícias AP, fez a pergunta em nome de todos os católicos: quem fica à frente da Igreja Católica quando o papa está inconsciente, incapacitado ou incapaz de governar? Ela mesma respondeu com duas palavras: "o papa." A breve resposta de Winfield explica de forma simples uma situação complexa.
No caso de morte ou renúncia de um papa, existem normas bem estabelecidas para a sua sucessão.
Mas não existe um protocolo claro para delegar a liderança da Igreja caso o pontífice católico não possa exercer plenamente suas funções, devido a uma doença grave.
Leão 14 se submeteu a uma cirurgia de 90 minutos no Hospital Gemelli em Roma, na Itália, para retirar o lobo inferior do pulmão direito.
O Vaticano informou que o papa passou uma noite tranquila e que sua recuperação está "progredindo conforme o esperado".
O pontífice de 71 anos começou a andar e "retomou sua alimentação normal" após o procedimento, segundo declararam os médicos em um boletim de atualização publicado pelo Vaticano.
Exames de sangue e raios-x realizados na quarta-feira mostraram que o papa está se recuperando "normalmente", segundo os médicos.
Leão 14 também passou por fisioterapia respiratória.
Antes da cirurgia, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé havia confirmado a viagem do papa ao Uruguai, Argentina e Peru.
Mas, agora, surgiram incertezas diante do diagnóstico da terça-feira.
O papa é a autoridade máxima da Igreja Católica e do Estado da Cidade do Vaticano.
Por isso, sua liderança é fundamental, tanto na esfera religiosa, quanto na administrativa e diplomática.
Quando o pontífice não consegue exercer suas funções presencialmente, a administração da Igreja recai sobre a Cúria Romana, que é o órgão de governo eclesiástico.
E, especificamente, sobre o secretário de Estado do Vaticano, cargo ocupado atualmente pelo cardeal Pietro Parolin.
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