O que é a medalha concedida ao procurador militar que pediu a expulsão de Bolsonaro do Exército
Procurador que pediu expulsão de Bolsonaro do Exército é condecorado com medalha militar O procurador-geral de Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli, recebeu a Medalha Mérito Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas em ato publicado no Diário Oficial da União na sexta-feira (9).
A condecoração é destinada a militares, civis e instituições que tenham prestado serviços relevantes ao Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
A Medalha Mérito Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas é uma honraria militar brasileira instituída pelo Decreto nº 8.554, de 6 de novembro de 2015.
A medalha foi concedida ao procurador junto a outros seis civis e 59 militares.
O ato foi assinado pelo Almirante-de-Esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Apesar de ser uma honraria militar, a medalha não é exclusiva de integrantes das Forças Armadas, mas o decreto autoriza os militares condecorados a usar a medalha nos uniformes.
O procurador foi o autor do processo movido pelo Ministério Público Militar (MPM), órgão que ele chefia, que pede a expulsão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) das Forças Armadas.
Quem é o procurador que recebeu medalha Bortolli ingressou no MPM em 1995.
Ele é atual procurador-geral do órgão e recebeu a medalha junto a outros seis civis e 59 militares, em documento assinado pelo Almirante-de-Esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire.
Em fevereiro, o MPM, sob a gestão de Bortolli, apontou ao Superior Tribunal Militar (STM) elementos que indicariam "descaso" de Bolsonaro com "preceitos éticos" do Estatuto dos Militares.
O processo pede que o STM determine a perda do posto e da patente de Bolsonaro, que é capitão da reserva, e outros quatro militares: o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e os três generais do Exército Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.
Todos cumprem penas entre 19 e 27 anos de prisão por crimes como golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, após julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2025.
Mais sobre este e outros assuntos O STM ainda não definiu uma data final para o julgamento.
Em junho, a Corte Militar rejeitou um pedido da defesa de Bolsonaro para o afastamento do ministro tenente-brigadeiro do ar Francisco Joseli Parente Camelo por suspeição. ➡️ A Constituição prevê a perda de posto e patente para militares condenados a mais de dois anos de prisão em decisão transitada em julgado.
É a primeira vez que os órgãos discutem a expulsão das Forças por crime contra a democracia.
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