Picadas de cobra podem provocar AVC, revela estudo
Pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e da Fundação de Medicina Tropical Dr.
Heitor Vieira Dourado revelam que picadas de cobra podem provocar acidente vascular cerebral (AVC), mesmo com atendimento rápido.
Um estudo de revisão com metanálise, que incluiu dados de 130 pacientes, aponta os riscos e a complexidade do envenenamento ofídico, especialmente em regiões como a Amazônia.
Os achados foram divulgados na revista PLoS Neglected Tropical Diseases .
Um estudo recente confirma que picadas de cobra podem provocar AVC , mesmo quando o paciente recebe socorro médico rápido.
A pesquisa analisou 130 casos de AVC pós-envenenamento ofídico em 21 países, com maior incidência na Índia (36,9%), Brasil (13,9%) e Sri Lanka (10,8%), e uma taxa de mortalidade de 23,4%.
Os venenos de serpentes causam efeitos complexos no sistema circulatório, podendo gerar tanto AVC isquêmico quanto hemorrágico, tromboses e hemorragias em diversos órgãos.
Os casos analisados estavam distribuídos principalmente na Índia (36,9%), no Brasil (13,9%) e no Sri Lanka (10,8%), além de registros em outros 19 países.
A taxa de mortalidade chegou a 23,4%, e muitos sobreviventes apresentaram sequelas neurológicas.
O AVC isquêmico foi mais frequente que o hemorrágico (61,5% contra 38,5%), mas ambos os tipos foram registrados, indicando que o impacto do veneno no organismo é amplo e complexo.
“Na Amazônia, a população é muito mais afetada por esse problema, seja em número de casos ou na gravidade e mortalidade”, afirma o farmacêutico-bioquímico Wuelton Marcelo Monteiro, autor do estudo.
O acesso difícil a serviços de saúde, com longas distâncias e concentração do atendimento em áreas urbanas, contribui para o atraso no diagnóstico e no tratamento, deixando populações indígenas e ribeirinhas mais vulneráveis.
Um relatório da iniciativa global Strike Out Snakebite (SOS), divulgado em janeiro , aponta as dificuldades no manejo clínico desses casos.
Feito com profissionais de saúde de países como Brasil, Índia e Nigéria, indica problemas na administração do soro antiofídico e no reconhecimento de complicações graves, muitas vezes agravados por longas distâncias e falta de estrutura.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.