Apple ganha na Justiça acesso a documentos da OpenAI em processo por roubo de segredos comerciais
Um juiz federal da Califórnia (Estados Unidos) determinou que a OpenAI conceda, à Apple, acesso antecipado aos seus registros de entrevistas de contratação como parte do processo movido pela dona do iPhone contra o laboratório de IA por suposto roubo de segredos comerciais.
A ordem foi dada na terça-feira (13).
De acordo com o juiz Edward J.
Davila, há risco de que provas forenses cruciais existentes nos dispositivos de profissionais contratados pela desenvolvedora do ChatGPT sejam destruídas .
Ele se refere, por exemplo, a conversas entre os ex-funcionários da Maçã, Chang Liu e Alyssa Peng, sobre como apagar dados de seus antigos equipamentos de trabalho.
O que mais pode haver nos documentos? Nos arquivos que a justiça americana determinou a disponibilidade antecipada, também podem estar uma série de outros detalhes importantes para a ação movida pela gigante de Cupertino.
Eles contêm informações relacionadas às entrevistas feitas na OpenAI com ex-trabalhadores da Apple que se candidataram para vagas de emprego na startup .
A gigante da tecnologia quer saber se esses materiais trazem apresentações técnicas e indícios de que tecnologias e/ou componentes desenvolvidos por ela foram abordados nas entrevistas ; Listas de verificação, guias, instruções, roteiros e manuais são alguns dos outros conteúdos que a empresa espera encontrar; Essa análise é importante para revelar a extensão do suposto roubo de segredos comerciais alegado pela autora ; De acordo com a decisão do tribunal californiano, a companhia de IA tem cinco dias para entregar os documentos já coletados e 14 dias para disponibilizar outros conteúdos relacionados à solicitação, ressaltando a necessidade de urgência.
O magistrado também aprovou a convocação de Liu e Peng para a prestação de depoimento .
Junto com a dupla, outro ex-funcionário da Apple deverá comparecer ao tribunal, o ex-chefe de hardware Tang Yew Tan.
Iniciada em julho , a batalha judicial entre as duas empresas tem como ponto de partida um suposto roubo de informações pertencentes à Apple que a OpenAI usaria para desenvolver dispositivos de hardware.
A ré, por sua vez, argumenta que a ação é infundada e um pretexto para a autora compensar deficiências no mercado de talentos .
Pedidos negados Embora tenha concedido acesso antecipado aos documentos de entrevistas, Davila não autorizou todas as solicitações da dona do iPhone.
Um dos pedidos rejeitados foi a abertura de arquivos sobre pesquisa e desenvolvimento em áreas como acabamentos metálicos e gerenciamento de energia .
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