79 dias após morte de corredor em SP, prefeitura lança protocolo com atendimento em 3 minutos, uso de adrenalina e reforço contra calor
Imagem feita durante a corrida de São Silvestre Celso Luix/Código 19/Estadão Conteúdo A Prefeitura de São Paulo lançou o Protocolo Municipal de Assistência à Saúde em Corridas de Rua, que estabelece critérios para o atendimento médico de participantes de provas realizadas na capital.
O documento prevê intervalos máximos para o primeiro atendimento, distribuição de desfibriladores ao longo dos percursos, quantidade mínima de profissionais e ambulâncias conforme o risco dos eventos.
O protocolo foi publicado no Diário Oficial do Município na terça-feira (13), 79 dias após a morte do publicitário e atleta amador Júlio Barreto, de 50 anos, que sofreu uma parada cardíaca logo depois de cruzar a linha de chegada dos 21 km da SP City Marathon, na Zona Sul de São Paulo, em 26 de julho.
O documento entra em vigor em 12 de dezembro.
O médico Miguel Carvalho Santacreu, que também participava da prova, criticou a demora no atendimento em um vídeo publicado nas redes sociais.
Ele afirmou que os primeiros socorros foram prestados por médicos que corriam a prova e uma ambulância da organização chegou após cerca de dez minutos, sem desfibrilador externo automático (DEA).
Segundo o relato, o equipamento chegou ao local posteriormente, cerca de 15 minutos após o início do atendimento.
O novo protocolo procura padronizar o planejamento e a execução da assistência médica nas corridas, levando em consideração não apenas o número de inscritos e a distância percorrida, mas também as condições climáticas, a dificuldade de acesso das ambulâncias, o perfil dos participantes e o histórico de ocorrências em edições anteriores. ⚠️ Como funciona a classificação de risco Uma das principais mudanças previstas no documento é a criação de uma classificação municipal de risco, que deverá ser aplicada a todas as corridas de rua.
A avaliação define a estrutura mínima de atendimento exigida para cada evento e considera oito fatores.
O sistema estabelece quatro níveis: baixo risco, médio risco, alto risco e risco especial.
A classificação é feita a partir da soma dos pontos atribuídos a cada fator, e pode ser revista quando surgirem circunstâncias que alterem significativamente o risco.
O número de participantes, por exemplo, recebe pontuação maior à medida que o evento cresce.
Provas com mais de 10 mil corredores recebem 6 pontos nesse critério; Já a meia-maratona (21 km) recebe 8 pontos, a maior pontuação entre as modalidades listadas; Temperaturas acima de 34°C recebem sete pontos; A presença de pontes ou túneis acrescenta dois pontos à avaliação da complexidade; A existência de poucos acessos para ambulâncias também aumenta a pontuação; Eventos com registro de mortes em edições anteriores recebem seis pontos.
A pontuação final determina o nível de risco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.