Salário mínimo: veja o que já defenderam as campanhas dos candidatos a presidente
Aposentados e pensionistas não podem receber menos do que um salário mínimo, pelas regras atuais Reprodução/RBS TV O salário mínimo, atualmente em R$ 1.621, serve de referência para 61,9 milhões de pessoas no Brasil, segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Seu cálculo passou por mudanças nos últimos anos.
Até 2022, no governo Jair Bolsonaro (PL), não foi concedido aumento acima da inflação.
No atual governo, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi retomada a política de reajuste real. 🔎De acordo com a Constituição brasileira, o salário mínimo deve ter reajustes periódicos que preservem seu poder de compra.
Para isso, a legislação utiliza como referência a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
A Constituição não impede que o reajuste fique acima da inflação. ➡️A alta real nos últimos anos impulsionou a renda dos brasileiros, a atividade e a arrecadação, mas também elevou as despesas do governo — contribuindo para o desequilíbrio das contas públicas.
Por ser um indicador importante da economia, o g1 buscou saber quais são as propostas dos candidatos para a política de aumento do salário mínimo.
O que dizem as campanhas Falando em nome da campanha de Lula, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a atual fórmula que prevê aumento acima da inflação para o salário mínimo (limitada a 2,5% de alta real) será mantida em um eventual novo mandato de Lula, assim como seu atrelamento aos benefícios previdenciários.
A proposta de orçamento para 2027, que prevê salário mínimo de R$ 1.741, prevê manter esse formato de correção.
"Será dada continuidade ao processo de ajuste fiscal iniciado em 2023, que reduziu o déficit em, aproximadamente, 2% do PIB, preservando a fórmula de reajuste do salário mínimo, com ganho real, conforme proposta apresentada e aprovada, bem como as vinculações aplicáveis aos benefícios previdenciários", informou o ministro Durigan.
O g1 também entrou em contato com a equipe de campanha do candidato Flávio Bolsonaro e questionou se, em caso de vitória, o novo governo pretende alterar o atual formato de correção do salário mínimo e manter a vinculação dos benefícios previdenciários ao piso.
Perguntou, ainda, qual seria a proposta exata para a regra de reajuste do salário mínimo.
A equipe de Flávio Bolsonaro, que tem prometido um "tesouraço" nos gastos públicos, entretanto, não respondeu diretamente aos questionamentos.
Lembrou apenas que o candidato do PL tem dito que "não irá mexer no salário mínimo nem na aposentadoria dos brasileiros".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Política.